Gestão e Qualidade | 20 de maio de 2026

Hospital São José de Criciúma realiza procedimento com polilaminina em pacientes com trauma raquimedular

Ação conduzida pela Osteo Ortopedia integra ensaio clínico nacional autorizado pela Anvisa e posiciona instituição catarinense como potencial referência regional no tratamento experimental.
Hospital São José de Criciúma realiza procedimento com polilaminina em pacientes com trauma raquimedular

O Hospital São José de Criciúma, em Santa Catarina, realizou na manhã da última terça-feira, dia 19 de maio, um procedimento com polilaminina em paciente com indicação clínica específica para o tratamento. A ação foi conduzida pela equipe de coluna da Osteo Ortopedia e coloca o hospital no mapa de um estudo clínico que desperta atenção em todo o país desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em janeiro de 2026, o início dos ensaios de fase 1 do medicamento para o trauma raquimedular agudo (TRM).


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A polilaminina é uma forma polimérica da laminina, proteína naturalmente produzida pelo organismo humano e envolvida em processos de regeneração celular. Os estudos com a substância são conduzidos por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), liderados pela professora Tatiana Sampaio, em parceria com o laboratório Cristália. Em janeiro de 2026, a Anvisa autorizou formalmente o início dos ensaios clínicos de fase 1 do medicamento — um marco regulatório que posicionou a polilaminina entre as prioridades do Comitê de Inovação da agência. A fase 1, patrocinada pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, tem como objetivo avaliar a segurança da aplicação em pacientes com lesão torácica completa recente, submetidos à cirurgia em até 72 horas após o trauma — janela terapêutica considerada crítica para os desfechos clínicos.


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No caso reportado pelo Hospital São José, além do paciente tratado na própria instituição, um segundo paciente da região de Criciúma também foi encaminhado para receber a aplicação. Ambos foram selecionados a partir de critérios técnicos e científicos rigorosos, com avaliação individualizada antes do procedimento.


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O ortopedista Dr. Eleonor José Soligo, da Osteo Ortopedia, destacou o objetivo terapêutico da iniciativa e sinalizou ambições de longo prazo para a região. Segundo ele, a equipe está avaliando a possibilidade de o sul de Santa Catarina se tornar um polo de referência para esse tipo de aplicação — o que representaria um avanço significativo no acesso a terapias experimentais fora dos grandes centros universitários.


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O caso atendido no Hospital São José tem ainda um componente que reforça a relevância do Sistema Único de Saúde (SUS) nessa equação. O paciente foi atendido pelo SUS e submetido à cirurgia em menos de três horas após o acidente — velocidade de resposta decisiva nos casos de trauma medular, em que a descompressão cirúrgica precoce é diretamente associada a melhores prognósticos.


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Para a diretora técnica da instituição, Dra. Cassiana Mazon Fraga, o procedimento representa o alinhamento do Hospital São José com uma agenda de inovação que vai além da adoção de tecnologias consolidadas. A diretora ressaltou que a iniciativa expressa o compromisso da instituição com a atualização contínua das equipes e com o acesso da população regional ao que há de mais moderno em saúde.

O Hospital São José é reconhecido como referência em alta complexidade no Sul catarinense, com credenciamento em ortopedia e traumatologia pelo SUS e um programa de residência médica em ortopedia com mais de uma década de atividade. A incorporação de procedimentos vinculados a pesquisas clínicas nacionais aprofunda esse posicionamento e pode influenciar o fluxo de pacientes com TRM em toda a região.

Matéria elaborada com base em informações do Hospital São José e com contextualização a partir de dados públicos da Anvisa e do Ministério da Saúde.

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