Empregabilidade e Aperfeiçoamento, Estatísticas e Análises | 23 de abril de 2015

10 fatos sobre a realidade das mulheres médicas

Possuem maior poder de persuasão, porém ganham menos
10 fatos da realidade das mulheres mēdicas

O termo “médico” se refere ao profissional como um todo, sem distinção de gênero. No entanto, o sexo masculino segue predominando. Embora seja importante não generalizar, existem diferenças estatísticas entre homens e mulheres como médicos, como revelou um artigo publicado no portal norte-americano Fierce Practice Management.

Cerca de um terço dos médicos nos EUA são mulheres, de acordo com levantamento da Physicians Foundation Biennial Physician Survey. No Brasil, um balanço feito em 2013 com dados dos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) mostrou que as mulheres médicas representam 39,9% entre aproximadamente 400 mil profissionais registrados no País.

Desde 2009, o número de mulheres que entram na medicina superou o de homens. Em 2010, foram 7.634 mulheres e 6.917 homens. Entre os médicos com menos de 29 anos (em 2012), a maioria era feminina, com 53,31%. A expectativa é de que, até 2028, o Brasil tenha um equilíbrio na estrutura populacional entre homens e mulheres na profissão.

Alguns fatos sobre as mulheres na medicina, segundo a pesquisa norte-americana:

1 – 35% das médicas dizem que estão sobrecarregadas ou com excesso de trabalho, em comparação com 30% dos homens.

2 – Metade das médicas (50%) tende a passar 16 minutos ou mais com um paciente, em comparação com 42% dos homens. Além do mais, a forma de relação das mulheres tende a ser mais centrada no paciente.

3 – Doutoras têm mais eficiência em persuadir os pacientes a adotarem mudanças de estilo de vida. Um estudo descobriu que pacientes foram quase quatro vezes mais propensos a não chegarem a um entendimento sobre questões de mudança na alimentação e duas vezes mais propensos a não adotarem atividades físicas recomendadas quando atendidos por médicos homens.

4 – Médicas ganham significativamente menos do que seus colegas do sexo masculino (diferença superior a US$ 56 mil por ano, nos EUA).

5 – 71% das médicas são chefes de família, ganhando 75% ou mais da renda familiar, de acordo com relatório de 2015 da seguradora AMA Insurance.



6 – Médicas se separam mais, apresentando maiores taxas de divórcio do que médicos do sexo masculino em geral. As chances de divórcio subir são ainda maiores entre as mulheres que trabalham mais de 40 horas por semana.

7 – Em média, 43% delas são mães trabalhadoras com filhos menores de 18 anos.

8 – Médicas-pesquisadores casadas e com filhos gastam 8,5 horas a mais por semana em atividades domésticas do que seus colegas do sexo masculino, de acordo com um estudo publicado no Annals of Internal Medicine.

9 – A licença maternidade (36%), licença médica pessoal (21%) e seguro-desemprego (18%) são os três “desreguladores” de renda mais comuns para médicas.

10 – Mulheres (não apenas as médicas) representam apenas 25% dos palestrantes em conferências de saúde.

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