Mundo | 19 de abril de 2014

Os 10 principais alérgenos

Lista apresenta principais elementos causadores de alergias
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Os alérgenos são substâncias que podem induzir uma reação de hipersensibilidade (reação alérgica) em pessoas suscetíveis, podendo levar à morte, em casos mais graves. O corpo reconhece o alérgeno como uma substância “estranha” e alheia ao organismo no primeiro contato. Quando há exposição excessiva, o sistema imunológico reage com a libertação de substâncias que alteram a homeostase do organismo, gerando a alergia. Homeostase pode ser traduzida, de forma resumida, como a capacidade do organismo de apresentar uma situação físico-química característica e constante.

O jornal francês Le Figaro elaborou uma lista com os 10 alérgenos mais comuns hoje em dia. A informação e identificação de sinais alérgicos pode ser fundamental para prevenir situações de maior risco.

 1) Ácaros – Os ácaros são responsáveis por 65% a 90% de casos de asma em crianças. Invisíveis a olho nu, são insetos da ordem dos aracnídeos e estão presentes aos milhões em nossas casas. Um grama de poeira pode conter de dois a 10 mil ácaros. Vivem até três meses e se reproduzem rapidamente em condições de calor (entre 20º C e 30 ° C) e umidade favoráveis. Os mais comuns vivem em camas, carpetes, tapetes, bichos de pelúcia e podem causar rinite alérgica e asma.

 2) Pólen – Uma das alergias mais comuns e fáceis de identificar, manifesta-se por ataques de espirros, prurido nasal, conjuntivite e problemas respiratórios. Pode levar a asma e causar complicações como sinusite inflamatória e bronquite. Atinge em torno de 30% da população adulta e 7% a 20% das crianças. Imprevisível, sua concentração varia de ano para ano, dependendo do clima. Temperaturas amenas no inverno, chuvas abundantes e pouco sol são favoráveis para a produção de pólen.

3) Alergias alimentares – Os países industrializados estão experimentando um forte crescimento desse tipo de alergia, atingindo por volta de 4,7% das crianças e 3,2% de adultos. Entre as mais comuns, a alergia a lactose (proteína do leite de vaca) em crianças, que se manifesta como urticária, vômito e problemas gastrointestinais. No entanto, em 80% a 90% dos casos, essa consciência desaparece antes dos 3 anos de idade. O que torna essa alergia mais perigosa é a quantidade de derivados do leite, como queijo, iogurte, bolos e também oculta em produtos dietéticos que contém lactose. Alergias semelhantes são relacionadas a outros alimentos como soja, amendoim, ovo, glúten, peixe, mostarda, gergelim, marisco, tremoço, aipo, nozes, sulfitos e moluscos.

4) Animais de estimação – Logo atrás do pólen e da poeira, os animais de estimação são os maiores responsáveis por alergias respiratórias. Os alérgenos do gato são particularmente potentes, permanecendo no ambiente mesmo meses após a ausência do felino. Pequenos bichos, como hamsters e coelhos, também pode ser fonte de reações alérgicas, bem como gado e cavalos, que provocam alergias ocupacionais em veterinários, criadores e agricultores. Os sintomas são idênticos aos da rinite, podendo ser acompanhados por surtos de urticária aguda, ou de angioedema.

5) Medicamentos – Antibióticos como a penicilina são substâncias envolvidas em alergias a medicamentos. Anti-inflamatórios não esteróides, como o ibuprofeno, aspirina, anestésicos, vacinas, entre outros, também podem desencadear uma reação alérgica. Embora raros, os casos mais graves podem resultar em choque anafilático.

 6) Mofo – De 5 a 10% da população é alérgica a mofo, que está presente tanto dentro como fora de casa. O mofo se transporta pelo ar, e quando inalado pode causar rinite, conjuntivite e asma. Dos 80.000 espécies de fungos, quatro tipos são particularmente mais ligados à alergias: Os Aspergillus (decompositores de alimentos), que contaminam restos de comidas e crescem em muitas plantas e árvores; Ascomiscetes, que desenvolvem-se no interior de ambientes urbanos e causam febre ou reacções de hipersensibilidade que levam à asma e causam infecção em pessoas imunocomprometidas; Penicillium, cresce em matéria orgânica biodegradável. Por contágio, contaminam frutas e sementes, sendo responsáveis pelos bolores que se instalam em alimentos para consumo humano. Pode causar infecção na pele, principalmente em pacientes com baixa imunidade; e Cladosporium, que se desenvolvem em vegetais, principalmente quando há umidade.

7) Hymenoptera – Grupo de insetos (115 mil espécies) que compreende as vespas, abelhas e formigas. As reações ao veneno dos insetos ocorrem primariamente como resultado da picada. O inchaço na região picada é normal e desaparece dentro de até 48 horas. No entanto, tontura, urticária, náuseas ou dificuldade para respirar são sinais de uma reação alérgica mais séria e é preciso buscar ajuda profissional. Esta alergia é tratada com anti-histamínicos, que é eficaz em 95% dos casos.

8) Látex – Derivado de uma árvore (Hevea brasiliensis), o látex é usado na composição de produtos de uso diário como luvas, óculos, brinquedos e dispositivos médicos. Apenas entre 1% e 5% da população sofre esse tipo de alergia, mas de 5% a 22% da classe médica (que tem contato direto com o látex) é atingida. Os sintomas aparecem dentro de minutos após o contato e se manifesta através de conjuntivite, rinite, asma, urticária, angioedema e, às vezes, choque anafilático.

 9) Cosmético – O contato com cosméticos, perfumes, roupas, sabonetes, xampus, pode produzir um efeito devastador: erupções cutâneas, eczema, urticária, dificuldade de respirar e irritação de mucosas. A causa da apergia pode ser os conservantes e emulsificantes que contêm alérgenos sintéticos (citronela) ou naturais (lavanda, limão).

 10) Níquel – O contato com esse metal de transição (assim como o cobre e o cobalto), utilizado na fabricação de acessórios como zíperes, botões, armações de óculos, bijuteria, cintos, entre outros, é uma fonte da alergia. O Níquel causou muitas complicações entre os usuários de brincos e piercings. Em caso de dermatite na área em contato com o metal, é recomendado buscar atendimento médico o mais rápido possível.

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