Tecnologia e Inovação | 22 de julho de 2026

HSVP de Passo Fundo faz a primeira crioablação com o sistema ICEfx fora do eixo Rio-SP

A tecnologia da Boston Scientific destrói o tumor renal pelo congelamento e amplia o tratamento oncológico minimamente invasivo no interior gaúcho.
HSVP de Passo Fundo faz a primeira crioablação com o sistema ICEfx fora do eixo Rio-SP

O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo (RS), realizou o primeiro procedimento de crioablação com o sistema ICEfx™, da Boston Scientific, fora do eixo Rio–São Paulo, segundo a fabricante. O caso inaugural com a plataforma ocorreu na sexta-feira, 17 de julho, em um paciente com câncer renal, e amplia as opções de tratamento oncológico oferecidas pelo hospital.


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A crioablação é uma técnica minimamente invasiva que destrói o tumor pelo congelamento do tecido. O método utiliza gás argônio de alta pressão, aplicado por meio de agulhas percutâneas inseridas até a lesão, onde se forma uma esfera de gelo que promove a destruição controlada do tecido-alvo. Entre os benefícios estão a preservação do tecido saudável ao redor do tumor, a redução do tempo de recuperação, a diminuição da dor no pós-procedimento e a possibilidade de tratar tumores selecionados com alta precisão. Conforme a Boston Scientific, a novidade está no sistema: procedimentos de crioablação por gás argônio já eram realizados anteriormente no país.


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De acordo com a empresa, o ICEfx™ dá suporte ao tratamento de uma ampla variedade de tumores, incluindo lesões em rim, pulmão, fígado, osso, próstata, nervos e estruturas musculoesqueléticas. Entre os diferenciais, a função Track Ablation cauteriza o trajeto da agulha durante a retirada, o que contribui para reduzir o risco de sangramento e minimizar implantes tumorais ao longo do trajeto de punção. Já a tecnologia Sculpting permite modular o formato e o tamanho da esfera de gelo conforme a anatomia da lesão; com quatro canais independentes e compatibilidade para até oito agulhas, o sistema amplia a flexibilidade para personalizar a ablação e preservar estruturas saudáveis adjacentes.


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Responsável pelo caso ao lado dos radiologistas intervencionistas Guilherme de Araújo Gomes e Gabriel Toson, o urologista Diego Carrão Winckler destaca que a técnica atende principalmente pacientes com tumores renais de até quatro centímetros — sobretudo aqueles com comorbidades que dificultam ou contraindicam a cirurgia laparoscópica, aberta ou a nefrectomia parcial. “Nesses casos, o procedimento reduz os riscos relacionados à recuperação e amplia as possibilidades de tratamento. Além disso, a tecnologia também pode ser aplicada em pacientes com outros tumores pequenos, localizados em áreas de difícil acesso, agregando uma opção segura e eficaz que contribui para aumentar as chances de cura”, afirmou.

crioablação ICEfx Boston Scientific

Para o radiologista intervencionista Guilherme de Araújo Gomes, o congelamento traz vantagens clínicas relevantes. “O tratamento do tumor de rim por meio da crioablação é minimamente invasivo e permite a preservação total da função renal. O congelamento do tumor tem a grande vantagem de exercer um efeito anestésico, tornando o procedimento praticamente indolor. Além disso, não há necessidade de cortes, o risco de sangramento é mínimo e, na maioria dos casos, o paciente pode receber alta no dia seguinte ao procedimento”, explicou.

O radiologista intervencionista Gabriel Toson associou a incorporação da tecnologia ao histórico do município na medicina de alta complexidade. “Passo Fundo sempre se destacou no cenário médico nacional e, com a realização do tratamento por crioablação com gás argônio utilizando a tecnologia da Boston Scientific, damos mais um passo importante no hospital para oferecer o que há de mais moderno da medicina aos nossos pacientes. A técnica consiste no congelamento do tumor por meio da inserção de agulhas em pontos estratégicos, ampliando as possibilidades de tratamento de casos oncológicos que, muitas vezes, não poderiam ser abordados com intenção curativa apenas por meio da cirurgia”, afirmou.

Com a incorporação pioneira, o HSVP amplia o portfólio de tratamentos oncológicos minimamente invasivos disponíveis no interior do Rio Grande do Sul — segmento em que a redução do tempo de internação e a preservação de órgãos ganham peso crescente na gestão hospitalar e na oferta de serviços de alta complexidade fora dos grandes centros.

Fotos Ana Paula Koenemann (HSVP)

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