Estatísticas e Análises, Mundo | 9 de maio de 2017

Superfungo resistente às drogas convencionais assusta hospitais nos Estados Unidos

Candida auris já teria infectado 68 pessoas em seis estados americanos
Superfungo resistente às drogas convencionais assusta hospitais nos Estados Unidos

Um fungo resistente a drogas antifúngicas está se tornando uma ameaça em hospitais dos Estados Unidos, principalmente nos estados de Nova York e Nova Jersey. Conhecido como Candida auris, o fungo foi descoberto pela primeira vez no Japão em 2009 e se espalhou para mais de uma dúzia de países em todo o mundo, de acordo com uma matéria do canal americano ABC.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (sigla CDC, em inglês) afirmou que, até o dia 13 de abril de 2017, houve a ocorrência de 39 casos em Nova York e 15 casos em Nova Jersey, bem como quatro no estado de Illinois, e um nos estados de Indiana, Maryland e Massachusetts, somando 68 casos.

“C. auris causou doenças graves em pacientes hospitalizados. Algumas cepas de Candida auris são resistentes a todas as três principais classes de drogas antifúngicas. Este tipo de resistência multidrogas não foi visto antes em outras espécies de Candida. Também preocupa que o C. Auris pode persistir nas superfícies dos ambientes de saúde e se propaga entre pacientes em instalações de saúde, ao contrário da maioria das outras espécies de Candida”, afirmou o CDC.

A ABC citou um estudo do CDC que discorreu acerca de pesquisadores que viajaram para a América do Sul para ajudar a investigar um surto em três cidades da Colômbia. Os pesquisadores encontraram o fungo nas superfícies do quarto do hospital e na pele dos enfermeiros e pacientes, apesar de terem sido tratados com medicamentos antifúngicos.

Vulnerabilidade

Os mais vulneráveis são os recém-nascidos e os idosos. Enquanto 17 pacientes morreram em Nova York, funcionários do governo disseram que o fungo definitivamente foi a principal causa da morte, disse a ABC.

O CDC recomendou que os estabelecimentos de saúde com pacientes infectados com C. auris fossem limpos e desinfetados usando um desinfetante de grau hospitalar registrado pela EPA (Environmental Protection Agency, encarregada de proteger a saúde humana e o meio ambiente), eficaz contra esporos de Clostridium difficile, bacilo de difícil eliminação e que pode permanecer meses nos ambientes de saúde/hospitalares.

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