Automação laboratorial eleva em 26% a capacidade produtiva do Grupo Sabin
Em parceria com a Roche Diagnóstica, NTO 4.0 de Brasília registra ganhos de eficiência operacional, escalabilidade e sustentabilidade.
O Grupo Sabin e a Roche Diagnóstica apresentaram na terça-feira (9), em Brasília (DF), os resultados operacionais do primeiro ano de funcionamento do Núcleo Técnico Operacional (NTO) 4.0. O complexo laboratorial de 12 mil metros quadrados, que recebeu investimento de R$ 90 milhões em sua modernização, registrou aumento de 26% na capacidade produtiva total após a implementação de sistemas automatizados com uso de robótica.
Os dados consolidados divulgados pelas companhias mostram que a implantação das novas tecnologias viabilizou crescimento de 43,7% na densidade de testes realizados por metro quadrado, o que permite à planta absorver novas demandas de processamento de exames no mesmo espaço físico. A produtividade por colaborador avançou 7,6%, resultado da realização de mais exames durante um mesmo turno — ganho obtido pela automação da triagem, sem ampliação da jornada de funcionamento da área técnica.
A operação do NTO 4.0 utiliza equipamentos de manuseio automatizado em circuito fechado, incluindo a CCM Vertical, primeira e única esteira vertical do Brasil, que movimenta tubos por passarelas aéreas. Planejado por dois anos, o projeto da CCM da Roche teve solução personalizada para atender o NTO da sede do Grupo Sabin, que mantém outros 29 Núcleos Técnicos Operacionais e Núcleos Técnicos Hospitalares (NTHs) em todo o país. A implantação envolveu um time de mais de 80 especialistas entre as fases de planejamento e execução tecnológica.
Um dos diferenciais da esteira é a integração de ponta a ponta dos processos: desde a chegada das amostras ao NTO, na triagem (fase pré-analítica), até o armazenamento (etapa pós-analítica), os tubos circulam por esteiras conectadas a novas gerações de equipamentos.
Na frente de sustentabilidade, o novo fluxo permitiu a redução de 19% no número de tubos por teste e a ampliação de 22% no número de exames por coleta, com benefícios para o paciente e para o meio ambiente.
“Esse investimento faz parte de nosso planejamento estratégico de crescimento por meio de uma maior eficiência laboratorial, aumento da capacidade produtiva e também com importantes ganhos para os aspectos ambientais. Ao melhorar o tempo de liberação dos resultados, garantindo um alto padrão de qualidade e confiança para a medicina preventiva e diagnóstica, realizamos uma entrega de valor importante para comunidade médica e clientes”, destaca Lídia Abdalla, presidente-executiva do Grupo Sabin.
Para Carlos Martins, CEO da Roche Diagnóstica no Brasil, a automação afeta toda a cadeia de valor. “É a alta tecnologia com gestão automatizada do início ao fim, que tem impactos positivos para o paciente, que conta com mais segurança em seus exames, e para o bem-estar dos colaboradores do Sabin, que passam a ter fluxos de trabalhos mais eficientes”, pontua.
O balanço do NTO 4.0 sinaliza o caminho que grandes players da medicina diagnóstica vêm trilhando no Brasil: escalar a produção de exames por meio de automação e robótica, sem expansão proporcional de área física ou de quadro de pessoal — equação cada vez mais decisiva para a competitividade do setor.