Simulado de risco biológico mobiliza Aeroporto e HCPA neste sábado
Exercício promovido por SINDIHOSPA, Fraport Brasil e Hospital de Clínicas testa resposta a emergências em saúde pública na capital gaúcha.
As forças de saúde e segurança de Porto Alegre participam, neste sábado (13), a partir das 14h, de um simulado de risco biológico que envolve o Aeroporto Internacional de Porto Alegre e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O exercício reproduzirá o pouso de um avião com passageiros manifestando sintomas de uma doença infecciosa desconhecida, que serão avaliados no local e, nos casos mais graves, encaminhados para atendimento no Clínicas.
A iniciativa é organizada pelo SINDIHOSPA (Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre), pela Fraport Brasil e pelo Hospital de Clínicas, com o objetivo de avaliar a preparação e o tempo de resposta das instituições envolvidas. A atividade também atende a uma exigência periódica dos órgãos reguladores de aeroportos em todo o país, conforme critérios estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
No cenário previsto, a tripulação de comando de um avião em voo internacional solicita autorização para pouso em Porto Alegre e pede apoio médico para um grupo de passageiros com sintomas de uma doença. Após a aterrissagem, a aeronave é direcionada para uma área específica do pátio e os planos de contingência são acionados, com a instalação do Centro de Operações de Emergência (COE) do aeródromo para avaliar e decidir, de forma integrada, os próximos passos. Os pacientes serão deslocados para o Hospital de Clínicas, instituição de referência no atendimento desse tipo de emergência.
Todos os procedimentos serão avaliados para apontar o que deu certo e o que poderá exigir aprimoramentos. “Esse é o quinto simulado que promovemos na capital. São exercícios importantes para que todas as forças de saúde e segurança atuem e qualifiquem, de maneira conjunta, seus protocolos e tempos de resposta e, assim, estejamos prontos para eventos reais”, afirma o presidente do SINDIHOSPA, Henri Siegert Chazan.
Para o gerente de Safety Management System (SMS) da Fraport Brasil, José Carlos Saraiva, o exercício vai além da exigência regulatória. “A atividade permite verificar a integração entre as equipes envolvidas, a clareza dos fluxos de acionamento e a capacidade de resposta diante de um cenário que exige coordenação, agilidade e segurança. Mais do que cumprir um requisito, o exercício fortalece a preparação do aeroporto e contribui para a melhoria contínua dos nossos processos de emergência”, explica.
Para o Hospital de Clínicas, o simulado representa uma oportunidade de testar sua organização interna, a atuação de equipes especializadas e a integração com os demais serviços da rede de saúde e emergência. “Exercícios desse tipo são fundamentais para manter a prontidão das instituições diante de situações que exigem resposta rápida, coordenada e segura.”, afirma o diretor-presidente do Clínicas, professor Brasil Silva Neto.
Simulado de risco biológico não trará impactos para a população
O exercício poderá chamar a atenção pela movimentação de veículos de emergência entre o Aeroporto e o Hospital de Clínicas, mas os organizadores enfatizam que não se trata de uma ocorrência real. No Aeroporto, pousos e decolagens acontecerão normalmente. No trânsito, trechos das avenidas na rota até o Hospital poderão ter interrupção momentânea para o deslocamento dos veículos de emergência, acompanhados pela Brigada Militar e pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação). No Clínicas, os atendimentos na Emergência seguirão ocorrendo sem prejuízos aos pacientes.
A preparação para o simulado começará por volta do meio-dia e a previsão é de que os trabalhos se encerrem às 16h. A atividade será acompanhada também pela Polícia Federal, pela Receita Federal, pela Anvisa, pelas Vigilâncias Sanitárias, pelas secretarias Estadual e Municipal da Saúde, pelo SAMU, Ecco Salva, Transul e SOS Unimed.