Câncer de rim: detecção precoce eleva chances de cura a mais de 90%
Especialista do Hospital Moinhos de Vento alerta que o diagnóstico precoce é decisivo no combate ao câncer de rim
Nesta quinta-feira, 18 de junho, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização do Câncer de Rim, data que busca ampliar o conhecimento da população sobre uma doença que costuma evoluir de forma silenciosa e que, quando identificada precocemente, registra taxas de cura superiores a 90%.
Os rins têm papel fundamental no organismo: filtram e limpam o sangue, controlam a pressão arterial, produzem hormônios e mantêm o equilíbrio de líquidos e minerais. O câncer de rim ocorre quando células do órgão crescem de forma anormal e formam um tumor maligno. O tipo mais frequente é o carcinoma de células renais, responsável por cerca de 90% dos casos.
Um dos principais desafios para o diagnóstico é a ausência de sintomas na fase inicial. Em muitos casos, os tumores são identificados durante exames realizados por outros motivos. Entre os métodos utilizados estão a ultrassonografia, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.
Para o chefe do Serviço de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, Sérgio Roithmann, a conscientização é decisiva para ampliar o diagnóstico precoce e reduzir os fatores de risco associados à doença. “Cuidar da saúde geral é a melhor maneira de proteger os rins. Uma alimentação equilibrada, controle do peso e exercício físico regular são fundamentais. Além disso, é importante manter acompanhamento médico periódico, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco”, afirma o especialista.
Câncer de rim e doença renal crônica são condições distintas, mas dividem fatores de risco relevantes, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, tabagismo e envelhecimento. Por isso, cuidar dos rins de forma ampla também reduz o risco de ambas.
Os números preocupam. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, mais de 170 mil brasileiros realizam diálise atualmente, enquanto cerca de 50 mil novos pacientes iniciam terapia renal substitutiva a cada ano. No cenário global, projeções do estudo Global Burden of Disease apontam que a doença renal crônica pode se tornar a quinta principal causa de morte até 2040.
Como prevenir doenças renais
Entre os cuidados recomendados pelos especialistas estão manter hidratação adequada para preservar a função renal; controlar a pressão arterial e os níveis de glicose no sangue; evitar o uso excessivo de medicamentos potencialmente tóxicos para os rins, como anti-inflamatórios sem orientação médica; adotar alimentação equilibrada com controle do consumo de sódio; praticar atividade física regularmente; e realizar check-ups periódicos para avaliação da função renal.
Quem deve monitorar a saúde dos rins
A recomendação é que pessoas a partir dos 40 anos realizem avaliações periódicas da função renal. O acompanhamento deve ser ainda mais rigoroso para quem tem diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares ou histórico familiar de doença renal, independentemente da idade. Entre os idosos, o monitoramento contínuo é considerado essencial, já que o envelhecimento é um importante fator de risco para alterações na função dos rins.
Quando detectado precocemente, o câncer de rim apresenta taxas de cura superiores a 90%, o que reforça o peso da informação, da prevenção e da realização de exames de rotina.