Hospital Moinhos de Vento leva ao DEIC 2026 debate sobre a ICFEp
Simpósio no Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca discutiu O diagnóstico e o tratamento da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada/ICFEp, síndrome presente em até 53% das internações cardíacas.
O Hospital Moinhos de Vento participou do Congresso Brasileiro de Insuficiência Cardíaca (DEIC 2026), realizado de 1º a 4 de julho no BarraShoppingSul, em Porto Alegre. Na sexta-feira (3), a instituição promoveu o simpósio satélite “ICFEp: O que tem mudado o jogo?” para debater o diagnóstico e o tratamento da Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEp).
A ICFEp está longe de ser um problema de nicho. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a síndrome responde por entre 20% e 53% dos casos de insuficiência cardíaca em pacientes hospitalizados e por entre 28% e 59% dos atendimentos em ambulatórios especializados. Mesmo com essa prevalência, o diagnóstico permanece um dos mais complexos da cardiologia, o que sustenta a demanda por atualização científica contínua.
A abertura do simpósio foi conduzida pela chefe do Serviço de Cardiologia do Hospital Moinhos de Vento, Carisi Anne Polanczyk, ao lado da cardiologista Andréia Biolo. “A ICFEp é considerada um dos principais desafios da cardiologia contemporânea e exige um olhar cada vez mais qualificado, tanto pela sua complexidade quanto pela multiplicidade de fatores envolvidos”, afirmou Carisi.
Estruturado a partir de metáforas do futebol, o encontro percorreu do diagnóstico às decisões terapêuticas mais complexas. O coordenador médico do Instituto de Pesquisa do Hospital Moinhos de Vento, Eduardo Dytz, apresentou caminhos para uma identificação mais precisa da síndrome; o cardiologista William Menegazzo discutiu o papel do ecocardiograma de esforço na avaliação clínica; e a especialista Marciane Maria Rover atualizou o público sobre abordagens farmacológicas recentes. O ex-presidente da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul (SOCERGS), Luis Beck da Silva, tratou da relação entre obesidade e insuficiência cardíaca, enquanto o médico Luis Eduardo Paim Rohde abordou a Insuficiência Mitral (IM) atrial e a necessidade de individualizar a conduta para cada paciente. O fellow em Cardiologia Pedro Ferreira encerrou a atividade com um caso clínico, estimulando a discussão sobre a aplicação prática das evidências.
Para o superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, Luiz Antonio Nasi, a presença no DEIC reforça o compromisso da instituição com a produção de conhecimento. “Temos o privilégio de contar com um corpo clínico altamente qualificado. A cardiologia do Hospital Moinhos de Vento vem se fortalecendo continuamente, impulsionada pela integração entre assistência, pesquisa, residência médica e, mais recentemente, pela Faculdade de Medicina. Este encontro representa essa vocação para produzir e compartilhar conhecimento”, afirmou.
Entenda a ICFEp
Na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada, o coração mantém a capacidade de bombear o sangue, mas tem dificuldade para relaxar e se encher adequadamente entre os batimentos. O resultado é prejuízo na circulação, que pode provocar falta de ar, cansaço, inchaço e limitação nas atividades diárias. A condição é mais frequente com o avançar da idade e em pessoas com hipertensão, obesidade e diabetes, e seu diagnóstico depende de avaliação clínica e exames específicos.
Corrida encerrou a programação
O Hospital Moinhos de Vento também apoiou o 1º Circuito Corre com o Coração DEIC, que fechou o congresso no sábado (4). Realizada em parceria com a SBC, a iniciativa reuniu mais de 800 pessoas e teve inscrições esgotadas, com 530 atletas na largada no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, em percursos de três e cinco quilômetros de corrida e caminhada de 2,5 quilômetros. Parte da renda foi destinada à instituição Corra Para o Bem.