Panvel está entre as pioneiras a oferecer o Ozivy, semaglutida nacional da EMS
Rede amplia o acesso ao tratamento de diabetes e obesidade com a primeira semaglutida produzida no Brasil.
A Panvel passou a disponibilizar, desde segunda-feira (15), o Ozivy — primeiro medicamento injetável à base de semaglutida produzido no Brasil, desenvolvido pela farmacêutica nacional EMS. A maior rede de farmácias do Sul do país está entre as primeiras a comercializar a caneta, com abastecimento gradual das lojas na Região Sul e em São Paulo ao longo da semana, a partir de Porto Alegre.
Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 26 de maio, o Ozivy é a primeira semaglutida fabricada em território nacional por síntese química. O lançamento chega ao mercado após a expiração, em 20 de março, da patente da molécula detida pela dinamarquesa Novo Nordisk — fim de exclusividade que abriu espaço para versões nacionais. A semaglutida pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e tem aprovação para o tratamento do diabetes tipo 2.
Produzido na fábrica de peptídeos da EMS, em Hortolândia (SP), o Ozivy entra no varejo com preços a partir de R$ 452 por caneta, valor que a companhia projeta cerca de 30% abaixo dos importados. No primeiro ciclo de abastecimento, a EMS disponibilizou 500 mil canetas às principais redes do país. Para a Panvel, a chegada da versão nacional combina economia ao cliente com a orientação do farmacêutico.
“A chegada do Ozivy representa um avanço importante para democratizar o acesso a uma terapia que vem transformando o tratamento da diabetes no Brasil, beneficiando também pacientes que desejam perder peso. Estarmos entre as primeiras redes do país a disponibilizar essa inovação que reforça nosso compromisso de unir acesso, conveniência e cuidado qualificado em saúde”, afirma a Diretora Comercial da Panvel, Márcia Wagner.
Uso responsável depende de prescrição e canais regularizados
O avanço da demanda por tratamentos contra a obesidade veio acompanhado da proliferação de produtos sem procedência comprovada, vendidos por canais irregulares, importados sem controle sanitário ou manipulados sem respaldo técnico. Além de não garantirem eficácia, essas versões expõem o paciente a riscos como contaminação, dosagem incorreta e ausência de rastreabilidade.
O tamanho do problema aparece nos números do setor. O uso de canetas para emagrecer cresceu 88% em 2025, movimentando cerca de R$ 10 bilhões no período, segundo levantamento divulgado nesta semana. Entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025, a Anvisa registrou 65 mortes suspeitas relacionadas ao uso desses medicamentos e 2.436 relatos de reações adversas a princípios ativos como semaglutida, liraglutida e tirzepatida.
A Panvel reforça que o uso da semaglutida deve ocorrer sempre com prescrição e acompanhamento médico. A aquisição em estabelecimentos regularizados pela Anvisa garante a procedência do produto, o armazenamento em temperatura controlada e a orientação correta ao paciente.
O medicamento como parte de uma abordagem integral
As diretrizes clínicas mais recentes tratam a farmacoterapia como parte de uma abordagem integral, que inclui reeducação alimentar, prática regular de atividade física e suporte multidisciplinar. O medicamento potencializa resultados, mas não substitui a construção de hábitos sustentáveis. Os farmacêuticos da rede atuam como aliados nessa jornada, orientando sobre armazenamento, técnica de aplicação, interações medicamentosas e sinais de alerta.
Para o gestor de saúde, a produção nacional sinaliza uma nova fase de concorrência num mercado até então dominado por importados — com pressão sobre preços e ampliação do acesso. O diferencial competitivo do varejo farmacêutico, porém, passa cada vez mais pela orientação qualificada na ponta.
“O acesso é um dos maiores desafios quando falamos em tratamentos modernos para obesidade e diabetes. A produção nacional do Ozivy representa um passo concreto para mudar esse cenário, e nós queremos fazer parte dessa mudança, com responsabilidade e orientação qualificada”, reforça Márcia Wagner.