Gestão e Qualidade | 15 de junho de 2026

Simulado de risco biológico testa integração entre aeroporto e hospital em Porto Alegre

Exercício do SINDIHOSPA, Fraport Brasil e Hospital de Clínicas mobilizou forças de saúde e segurança para avaliar tempos de resposta.
Simulado de risco biológico testa integração entre aeroporto e hospital em Porto Alegre

O que aconteceria se um avião em rota internacional precisasse pousar em Porto Alegre depois de a tripulação pedir apoio médico para 20 passageiros com sintomas de uma doença infecciosa desconhecida? A pergunta foi o ponto de partida de um simulado de risco biológico realizado no sábado (13) na capital gaúcha, que mobilizou as forças de saúde e de segurança para medir a preparação e os tempos de resposta das instituições.


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A iniciativa foi organizada pelo SINDIHOSPA (Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre), pela Fraport Brasil e pelo Hospital de Clínicas, com uma primeira etapa no Aeroporto Internacional de Porto Alegre e outra na unidade hospitalar, referência no atendimento desse tipo de emergência. A operação começou às 14h, com o pedido de autorização para pouso. Um ônibus representou a aeronave e, na sequência, foram acionados os planos de contingência e instalado o Centro de Operações de Emergência do aeródromo, que decidiu de forma integrada os passos seguintes.



Por se tratar de um voo internacional, diversos órgãos entraram em cena, entre eles Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Receita Federal, vigilâncias sanitárias estadual e municipal, Brigada Militar, EPTC e SAMU. Equipes do Hospital de Clínicas acompanharam as ambulâncias no aeroporto com equipamentos como ultrassonografia portátil para avaliar os passageiros. Uma pessoa em estado grave e quatro em situação moderada foram levadas em cinco ambulâncias, enquanto os outros 15, em quadro estável, seguiram de van até o hospital.


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No Clínicas, os pacientes foram recebidos na Emergência, onde a instituição simulou a reorganização de fluxos e a adoção de protocolos de isolamento para proteger passageiros, profissionais e demais pacientes da área, além do remanejamento de pessoas para outras unidades de saúde. A movimentação chamou a atenção da população, mas não afetou as operações do aeroporto nem do hospital.


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Para o presidente do SINDIHOSPA, Henri Siegert Chazan, a integração entre as instituições é o ponto central do exercício. “Esses exercícios são fundamentais para capacitar as forças de saúde e segurança de maneira integrada. Cada um tem seus protocolos e, com essas simulações, todos podem testar e melhorar seus processos, reforçando a preparação para estarmos prontos caso algo assim realmente aconteça”, afirmou.

O diretor-presidente do HCPA, Brasil Silva Neto, avaliou a atividade como um teste de capacidade operacional. “Para o Clínicas, é a oportunidade de testar a integração do hospital com a rede e a nossa capacidade de organização e resiliência perante uma situação de emergência em saúde pública”, disse. Ele acrescentou que, como em tantas outras situações reais, a instituição está sempre de prontidão para atender à população.

As 22 vítimas atendidas eram estudantes de Medicina e de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) que se voluntariaram para o simulado. Claudia Vasques, do terceiro semestre de Medicina, interpretou uma paciente de 58 anos, com doenças respiratórias prévias e o quadro mais grave, que exigia entubação. “Esta foi uma oportunidade incrível não só de prestar um benefício à UFRGS e ao Clínicas, mas também um benefício à sociedade, porque é uma preparação caso um dia a gente realmente tenha que fazer isso”, afirmou. Cerca de 50 profissionais da instituição também participaram.

SINDIHOSPA SIMULADO

Para o Aeroporto Internacional de Porto Alegre, atividades como essa são exigidas periodicamente pelos órgãos reguladores do setor em todo o país, conforme critérios estabelecidos pela Anvisa. “A atividade permite verificar a integração entre as equipes envolvidas, a clareza dos fluxos de acionamento e a capacidade de resposta diante de um cenário que exige coordenação, agilidade e segurança. Mais do que cumprir um requisito, o exercício fortalece a preparação do aeroporto e contribui para a melhoria contínua dos nossos processos de emergência”, explicou o gerente de Safety Management System (SMS) da Fraport Brasil, José Carlos Saraiva.

Foi o quinto simulado de desastre promovido pelo SINDIHOSPA em Porto Alegre. As edições anteriores reproduziram uma colisão entre carro e ônibus na avenida Ipiranga (2016), o desabamento do teto de um auditório lotado no Senac Saúde (2018), um incêndio no Hospital Moinhos de Vento (2023) e um incêndio no Plenário da Câmara de Vereadores de Porto Alegre (2025). O exercício contou ainda com o acompanhamento do Consulado-Geral dos Estados Unidos em Porto Alegre, das secretarias estadual e municipal da Saúde e com o apoio da Ecco Salva, da Transul e da SOS Unimed.

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