Tecnologia e Inovação | 5 de novembro de 2015

RS oferece estrutura para testar tratamento de droga que “cura” câncer

Sartori deu aval para os testes com a fosfoetalonamina  
RS oferece estrutura para testar tratamento de droga que cura câncer

O governo do Rio Grande do Sul manifestou interesse em realizar os testes e produzir a fosfoetalonamina sintética, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e usada para tratamento alternativo do câncer. Uma reunião realizada na noite desta quarta-feira, 4, na Assembleia Legislativa do Estado, com a presença do presidente do Lafergs, Paulo Maiorca, definiu os termos de um contrato entre a equipe detentora da patente da substância e o Laboratório Farmacêutico do Rio Grande do Sul (Lafergs).

O deputado Marlon Santos (PDT), organizador do evento, disse que o governador José Ivo Sartori (PMDB) deu aval para os testes com a substância. Os ensaios clínicos serão realizados em um hospital estadual. Uma equipe médica ligada à Secretaria da Saúde do Estado deve trabalhar em conjunto com os pesquisadores paulistas. Detalhes do contrato ou convênio com os pesquisadores ainda serão definidos.

Os insumos devem ser fornecidos pela Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), também vinculada ao governo estadual. Representantes dos ministérios públicos estadual e federal e do Tribunal de Justiça do Estado participaram do encontro.

Dois pesquisadores envolvidos no projeto estiveram presentes. O ex-professor da USP, Gilberto Orivaldo Chierice, primeiro a sintetizar a substância, e o cancerologista Renato Meneguelo, um dos detentores da patente, participaram da reunião em videoconferência.

Conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo, o grupo detentor da patente contratou uma empresa para assessorar na obtenção do registro na Anvisa. As cápsulas da substância, que não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamento, estão sendo entregues a pacientes com base em liminares dada pela Justiça. A produção é feita no Instituto de Química da USP em São Carlos.

O laboratório da USP já foi autuado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo por não ter farmacêutico responsável e falta de condições adequadas para produzir medicamento. Em documento divulgado na terça-feira, 3, a Academia Brasileira de Ciências (ABC) alertou para os riscos do consumo da fosfoetalonamina sintética como um método para o tratamento do câncer e recomendou que o produto não seja usado em seres humanos.

* com informações do Estadão

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