Política | 28 de abril de 2016

Michel Temer recebe Confederação Nacional da Saúde, em Brasília

Presidente da CNS apresentou as dificuldades que os prestadores de saúde vêm enfrentando
Michel Temer recebe Confederação Nacional da Saúde, em Brasília

O presidente da Confederação Nacional de Saúde (CNS), entidade que representa os estabelecimentos de saúde de todo o Brasil, Tércio Egon Kasten, participou de reunião com o vice-presidente da república, Michel Temer, no gabinete da vice-presidência, em Brasília.

Agendada pelo próprio Temer, a atividade foi realizada no final da tarde do dia 27, reunindo os dirigentes das 8 confederações empresariais do país, e serviu para que Tércio Kasten apresentasse propostas e soluções para as dificuldades enfrentadas por hospitais, clínicas e laboratórios, prestadores de serviços de saúde, em todo o País. A crise econômica que atinge o setor impacta de forma direta na assistência aos pacientes, tanto no SUS como na Saúde Suplementar.

De acordo com o presidente da CNS, setores vitais – como o das clínicas e laboratórios de análises clínicas – estão em situação falimentar, principalmente pela defasagem nos valores remuneratórios da Tabela SUS, há mais de 20 anos sem reajustes. Os hospitais, da mesma forma, sofrem com a situação financeira precária e a falta de recursos para investimentos. No Brasil, os hospitais prestam serviços para os usuários do SUS, das operadoras de planos de saúde e para pessoas que buscam os atendimentos ditos “particulares”. Cerca de 70% dos hospitais são privados.

Os cortes de orçamento do governo federal, afetando gravemente o Ministério da Saúde, o desemprego que somente no cinco últimos meses aumentou 34% – a taxa hoje é de 10,4 milhões de pessoas desocupadas, ou 10,2% da população – , e problemas graves como os valores desatualizados e irrisórios pagos pela Tabela SUS, impõem uma carga intransponível de dificuldades para grande parte dos prestadores de saúde, gerando desassistência importante para a população.

Para o médico Cláudio Allgayer, presidente da Fehosul e vice-presidente da CNS, que participou em Brasília da elaboração do documento entregue a Temer, a situação somente será revertida “com uma maior integração entre o setor público e privado, com incentivos federais para a revitalização do atual parque instalado e com imediata, urgente, recomposição dos valores remuneratórios para todos os prestadores de saúde, permitindo maior acesso e qualidade assistencial aos cidadãos brasileiros”. Conforme relato do presidente da CNS, “Temer ouviu atentamente e comprometeu-se a dar a devida atenção às sugestões apresentadas”.

Documento com propostas

O documento desenvolvido pela CNS e entregue em mãos ao vice-presidente da república, contém propostas para temas como:

– Melhoria da eficiência dos serviços de saúde por meio da integração entre os setores público e privado,

– Revisão dos modelos de remuneração (como Tabela SUS),

– Criação do Sistema “S”,

– Valorização da negociação coletiva,

– Modernização da legislação e negociação da jornada de trabalho,

– Terceirização,

– PCD´s (Pessoas com Deficiência),

– Programa de recuperação fiscal.

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Michel Temer recebe Confederação Nacional da Saúde, em Brasília

Michel Temer e comitiva recebida em Brasília

 

Sobre a CNS: A Confederação Nacional de Saúde, criada em 1994, é uma entidade sindical de terceiro grau, o mais elevado existente na legislação sindical. Com sede no Distrito Federal, a CNS congrega atualmente 8 federações (Fenaess, Fehosul, Feherj, Fehospar, Fehoesc, Fehoesg, Febase e Fehoesp) e dezenas de sindicatos de saúde em atividade no país. Representa todos os estabelecimentos de serviços de saúde no país. São hospitais, clínicas, casas de saúde, laboratórios de análises clínicas e patologia clínica, serviços de diagnóstico, imagem e fisioterapia, entre outros estabelecimentos do gênero. A prestação de serviços de saúde no país, segundo a Constituição Federal, está assentada em dois pilares básicos: Governo (esferas federal, estadual e municipal) e prestadores de serviços de saúde privados (lucrativos ou filantrópicos).

 

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