Mundo, Tecnologia e Inovação | 29 de abril de 2015

Hospital nos EUA adota atendimento em domicílio visando diminuir reinternação de pacientes cardíacos

Maioria das readmissões ocorre no prazo de 15 dias após a alta hospitalar
Programa de telemedicina consegue reduzir taxa de hospitalização em 45% 

A indústria da saúde está repleta de novas ideias para reduzir reinternações hospitalares não planejadas e evitar a lotação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Um hospital de Nova Jersey (EUA) está apostando no atendimento domiciliar para alguns pacientes. 

O Valley Hospital fornece através do Programa de Saúde Móvel Integrada (Mobile Integrated Healthcare Program), atendimento como check ups e cuidados pós-alta para pacientes com doença cardiopulmonar. Conforme informações do site Fierce Healthcare, no programa, uma equipe composta por um paramédico, um técnico de emergência médica e uma enfermeira de cuidados intensivos realiza um exame físico, oferece orientações sobre medicamentos e uma avaliação completa da segurança do paciente em casa.

“Os pacientes com doença cardiopulmonar, particularmente aqueles com insuficiência cardíaca e doença pulmonar obstrutiva crônica, são particularmente vulneráveis ​​à re-hospitalização, especialmente durante o período de transição entre a alta e a volta à sua casa”, disse Lafe de Bush, um paramédico e diretor de Serviços de Emergência do Valley. Por exemplo, a taxa de readmissão de 30 dias em todo o país para pacientes com insuficiência cardíaca é de quase 25%, e a maioria das readmissões ocorrer no prazo de 15 dias de internação, de acordo com um estudo de dados do Medicare (sistema de seguro de saúde gerido pelo governo norte-americano e voltado para idosos) publicado no ano passado.

De acordo com Robin Giordano, supervisor do Programa de Assistência de Transição do Paciente, o programa iniciou com pacientes hospitalizados por insuficiência cardíaca porque “neste grupo de doentes crônicos, que geralmente são idosos, ocorre muita readmissão, o que não é bom para os pacientes”, informou.

O hospital expandiu o programa para incluir pacientes que se submeteram a procedimentos que, em muitas vezes, geram cuidados pós-operatórios complexos, como por exemplo, a substituição do cateter.

O conceito do atendimento em domicílio também tira proveito da tecnologia, uma vez que médicos e equipes de emergências conseguem acompanhar virtualmente os pacientes, através de aplicativos de monitoramento.

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