Empregabilidade e Aperfeiçoamento | 29 de junho de 2026

12ª Jornada de Ecocardiografia da SOCERGS debate avanços da imagem cardiovascular

Evento em Porto Alegre reuniu cardiologistas e ecocardiografistas do Brasil e do exterior para atualização científica aplicada à prática clínica.
12ª Jornada de Ecocardiografia da SOCERGS debate avanços da imagem cardiovascular

A 12ª Jornada de Ecocardiografia do Departamento de Ecocardiografia da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS), realizada em conjunto com a 5ª Jornada Internacional, reuniu cardiologistas, ecocardiografistas e especialistas em imagem cardiovascular no sábado, 27 de junho de 2026, no Hotel Deville, em Porto Alegre. A programação percorreu temas centrais para o diagnóstico, o acompanhamento e a tomada de decisão em doenças cardiovasculares, da ecocardiografia básica à avançada, com aplicações na pediatria e na cardiologia de adultos.


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Promovido pelo Departamento de Ecocardiografia (DEPECO) da SOCERGS, o encontro conectou evidências científicas, discussão de casos clínicos e atualização técnica. Entre os temas em destaque estiveram a ecocardiografia em recém-nascidos e crianças internadas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cardiopatias congênitas, insuficiência mitral secundária, procedimentos percutâneos, avaliação ventricular, strain, coração direito, estenose aórtica e o impacto da inteligência artificial.


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“O principal objetivo da Jornada é promover atualização científica de qualidade, reunindo especialistas nacionais e internacionais para discutir a ecocardiografia de forma aplicada à prática clínica”, afirmou o diretor científico da Jornada, Dr. Luiz Henrique Soares Nicoloso.


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O presidente do DEPECO, Dr. José Luis Pretto, associou o resultado do evento ao trabalho coletivo do departamento e reforçou a meta de aproximar profissionais, residentes e alunos das atividades científicas. “Queremos cada vez mais alunos e residentes participando das reuniões e das atividades do departamento. É assim que conseguimos renovar, integrar e fortalecer a ecocardiografia no Rio Grande do Sul”, destacou.

Da pediatria à cardiologia de adultos

A abertura, na Sessão I, foi dedicada à cardiopediatria, com discussão sobre o ecocardiograma à beira do leito no recém-nascido e na criança internada em UTI, o uso do strain em cardiopatias congênitas e a avaliação de crianças com insuficiência cardíaca secundária a cardiopatia congênita. A médica Dra. Lívia Pauletto defendeu o uso criterioso da técnica.

“O desafio é usar melhor, com pertinência e qualidade, entendendo em quais situações ele realmente acrescenta à avaliação da cardiopatia congênita”, afirmou Dra. Lívia Pauletto.

A Sessão II voltou-se à cardiologia de adultos, com foco em doenças valvares e procedimentos estruturais. O médico Dr. Rodrigo Hernández Vyhmeister, do Chile, abordou a insuficiência mitral secundária sob a perspectiva da imagem e apresentou dados do registro OCEAN Mitral, que apontam melhores resultados do reparo transcateter borda a borda (TEER) em comparação ao tratamento farmacológico, com menor mortalidade e menor ocorrência de eventos relacionados à insuficiência cardíaca. O médico Dr. A. Tito Paladino, do Brasil, tratou dos procedimentos percutâneos em tricúspide

Padronização de laudos e novas tecnologias

À tarde, a Sessão III reuniu abordagens sobre avaliação ecocardiográfica e padronização de laudos. Dr. A. Tito Paladino comparou a avaliação multimodalidade da função sistólica biventricular, enquanto Dr. José Luis Pretto discutiu indicações e perfil de pacientes para o uso de agentes de realce. O médico Dr. Stefano Busato apresentou a aplicação clínica do Global Longitudinal Strain (GLS), conforme a recomendação de 2025 da American Society of Echocardiography (ASE).

“O strain é uma ferramenta refinada, que ajuda não apenas no diagnóstico, mas também na percepção do risco do paciente. Seu uso é especialmente relevante na cardio-oncologia, nas miocardiopatias, na insuficiência cardíaca e nas valvopatias”, afirmou o médico Dr. Stefano Busato.

O médico Dr. Alexander da Silva Pretto tratou do valor prognóstico e diagnóstico do strain atrial esquerdo na avaliação da função diastólica. O médico Dr. Murilo Foppa encerrou o bloco com orientações sobre o laudo de ecocardiograma baseado em evidências, a partir das recomendações da ASE 2025 para a padronização dos relatórios em ecocardiografia de adultos. A Sessão IV fechou a programação com endocardites direitas, a nova diretriz de avaliação do coração direito, discordâncias na estenose aórtica e o papel da inteligência artificial na ecocardiografia.

Idealizada há 12 anos como espaço de integração entre ecocardiografistas do Rio Grande do Sul e de estados vizinhos, a Jornada passou a ter caráter internacional há cinco anos, com a presença de especialistas de referência de outros países. O encontro também contou com exposição presencial de equipamentos, aproximando os participantes de novas tecnologias para a prática da ecocardiografia. A SOCERGS reforça que, diante de sintomas, suspeita de doença ou risco cardiovascular, é importante procurar um médico cardiologista.

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