Política | 15 de maio de 2026

RS abre 158 leitos pediátricos para enfrentar doenças respiratórias no inverno

rograma Inverno Gaúcho com Saúde 2026 habilita 45 hospitais em todas as macrorregiões do Estado com investimento de R$ 15,6 milhões.
RS abre 158 leitos pediátricos para enfrentar doenças respiratórias no inverno

O governo do Rio Grande do Sul habilitou os 45 primeiros hospitais autorizados a abrir leitos pediátricos para tratamento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no âmbito do Programa Inverno Gaúcho com Saúde 2026. A medida, formalizada em portaria publicada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) em 8 de maio, representa a primeira fase de uma ampliação que prevê a disponibilização de 604 leitos estaduais durante o período de maior circulação de vírus respiratórios.


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A iniciativa mobiliza R$ 15,6 milhões em recursos estaduais para custear, por 90 dias, 106 leitos pediátricos — entre Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas e leitos de suporte ventilatório pulmonar — distribuídos em todas as macrorregiões do Estado. Os repasses serão feitos em parcelas mensais, condicionados à efetiva disponibilização das vagas no sistema de regulação do SUS.


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Cobertura regionalizada em sete macrorregiões

A distribuição dos leitos contempla unidades nas regiões Metropolitana, Serra, Vales, Norte, Sul, Centro-Oeste e Missioneira. Na capital e entorno, destacam-se instituições como a Santa Casa de Porto Alegre, o Hospital Presidente Vargas e o Instituto de Cardiologia. No interior, municípios como Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Santa Cruz do Sul e Uruguaiana integram a rede ampliada.


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Segundo Marcelo Reidel, diretor do Departamento de Gestão da Atenção Especializada da SES, um dos critérios técnicos para a distribuição foi justamente a distância entre os hospitais de referência pediátrica — buscando garantir que cada criança tenha acesso a atendimento no tempo adequado.


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O programa também prevê a habilitação de 1.277 leitos federais, cuja aprovação está condicionada à avaliação técnica do Ministério da Saúde e à disponibilidade orçamentária.

Telemedicina pediátrica como suporte à rede

Além da abertura de leitos, o Programa Inverno Gaúcho com Saúde conta com um serviço de Telemedicina Pediátrica operado pelo Departamento de Regulação Estadual (DRE). Retomado de forma antecipada em 2026, o serviço conecta médicos especialistas a equipes de hospitais de menor porte, unidades de pronto atendimento e UTIs neonatais, com objetivo de orientar condutas clínicas, evitar transferências desnecessárias e reduzir a pressão sobre os leitos de maior complexidade.

A iniciativa tem impacto direto na gestão da capacidade hospitalar: ao qualificar o atendimento nas unidades de origem, o suporte remoto reserva os leitos intensivos para os casos que efetivamente demandam cuidados críticos.

Para a secretária Lisiane Fagundes, o programa combina expansão de capacidade e qualificação assistencial. A integração entre abertura de leitos e telemedicina, argumenta ela, estrutura uma resposta descentralizada e articulada para o período de maior risco para as crianças.

O modelo gaúcho — que combina habilitação temporária e excepcional de leitos com suporte tecnológico à rede — pode servir de referência para outros estados que enfrentam a mesma pressão sazonal sobre o sistema público de saúde.

Matéria elaborada com base em informações da Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul.

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