Gestão e Qualidade, Tecnologia e Inovação | 15 de julho de 2023

Inteligência artificial auxilia diagnóstico de doenças cardíacas e salva vidas

Desde 2021, a Hapvida NotreDame Intermédica utiliza sistema integrado com inteligência artificial que já analisou mais de 382 mil exames de eletrocardiograma (ECG) nas emergências das unidades.
Inteligência artificial auxilia diagnóstico de doenças cardíacas e salva vidas

As doenças cardiovasculares representam, anualmente, as principais causas de mortes no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos. Portanto, precisão e agilidade são fundamentais para assegurar um melhor desfecho clínico aos pacientes em emergências quando o assunto é o diagnóstico e tratamento de doenças cardiovasculares. Nesse contexto, o exame de eletrocardiograma (ECG) é uma das ferramentas fundamentais para avaliar a atividade elétrica do coração e apoiar no diagnóstico de problemas cardíacos como as arritmias e infarto agudo do miocárdio.

Desde 2021, a Hapvida NotreDame Intermédica, utiliza um sistema integrado com Inteligência Artificial (IA) que avalia os exames de ECG em menos de um minuto e alerta a equipe clínica sobre possíveis alterações nos exames, que, por sua vez, prioriza a avaliação desses exames e entrega o laudo em até 15 minutos.


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“Considerando a amplitude geográfica e a integração desse projeto com toda a linha de cuidado da urgência, trata-se de uma iniciativa pioneira no Brasil. A iniciativa surgiu da necessidade de auxiliar os nossos médicos das emergências a fazerem um diagnóstico rápido e preciso de doenças cardíacas. Essa IA analisa automaticamente os ECGs, prioriza e sugere possíveis alterações e, dessa forma, torna-se uma ferramenta poderosa que fornece subsídios para realizar o diagnóstico de maneira mais rápida e precisa”, explica Marcelo Moreira, diretor executivo de padronização e protocolos médicos da Hapvida NotreDame Intermédica.

Desde sua implantação, a companhia já analisou mais de 382 mil eletrocardiogramas, sendo 145 mil com alguma alteração. Dentre esses, quase 8 mil exames com resultados considerados graves e que ajudaram médicos a fazer o correto diagnóstico e, em associação com o time de Telecardiologia, definir o melhor tratamento de forma precoce, minimizando riscos de complicações por doenças cardiovasculares.

Composto por um software de análise, o sistema utiliza um conjunto de algoritmos de aprendizado que foram treinados a partir de uma base de dados de ECGs normais e anormais. O programa faz a triagem desses resultados e os separa em duas categorias. Aqueles em que não foi possível garantir a normalidade, passam a ter prioridade. “Quando o programa alerta sobre alguma alteração grave, é feita uma sinalização de criticidade no laudo do eletro que imediatamente chega para o médico que está acompanhando o paciente. Esse alerta também é direcionado aos gestores da unidade para que possam saber que há um paciente potencialmente grave na unidade.”

Além disso, segundo o diretor executivo de padronização e protocolos médicos da organização, o sistema é capaz de se adaptar a padrões individuais de pacientes e de realizar diagnósticos mais precisos e específicos ao longo do tempo. Disponível atualmente em 20 estados, a integração do sistema para todas as unidades da empresa deve acontecer até o fim de 2023.


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Central de apoio aos médicos

Por se tratar de uma interpretação de resultados complexa por parte da equipe médica, o Hapvida NotreDame Intermédica identificou a importância de estabelecer uma central de apoio com profissionais especializados para oferecer aos médicos o suporte. “Por meio dessa central, o médico que está na emergência tem a possibilidade de discutir, tirar dúvidas e obter orientações sobre a melhor conduta para cada paciente.”

Exemplo na prática

Um exemplo prático do impacto positivo na vida de uma pessoa é o do técnico de manutenção de equipamento industrial de Fortaleza (CE), Roberto Ribeiro Santos, de 47 anos. Há 7 meses, ele infartou e foi atendido na emergência de uma Unidade Pública. Após a alta, retornou para casa e começou realizar exames de rotina, já com o Plano de Saúde, quando novamente passou mal e, dessa vez, teve um ataque cardíaco.

“Eu comecei a passar mal quando ainda estava em casa. Não tinha entendido ainda o que era e segui minha manhã normalmente, indo deixar a minha esposa no trabalho. Mas, no caminho, as dores começaram a ficar mais forte e, como eu estava próximo ao Hospital Antônio Prudente, deixei minha moto no estacionamento e fui para emergência. Rapidamente fui atendido pela equipe do plantão, que me encaminhou para realizar os exames, entre eles, o ECG. Em todo momento, a equipe médica ficou ao meu lado me monitorando. Eu nunca vou esquecer disso, desse acolhimento que fizeram comigo, porque não é fácil você receber um diagnóstico desses. Graças a Deus eu estou bem, me cuidando e me recuperando de tudo”, conta o técnico.



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