Tecnologia e Inovação | 17 de novembro de 2014

Impressoras 3D podem revolucionar o tratamento de queimaduras

Canadenses buscam processo mais rápido e barato da produção de enxertos
Impressora-3D

As modernas impressoras 3D podem revolucionar a maneira como as queimaduras são tratadas. Em entrevista à CBS News, o  Dr. Marc Jeschke, diretor de um dos maiores centros de tratamento de queimadura do Canadá, o Ross Tilley Burn Centre, considerou “bárbaros” os novos enxertos de pele, que oferecem um processo mais rápido, mais barato e mais fácil para o paciente.

A equipe do Centro de Ciências da Saúde Sunnybrook, em Toronto, desenvolveu um processo de impressão em colaboração com os pesquisadores da Universidade de Toronto. “Podemos imitar como sua pele olha. E essa é a evolução,  isso é algo novo”, destacou Dr. Jeschke. O resultado final é um a pele humana funcional promissora, semelhante à real.

Para o processo de criação de uma nova pele humana na impressora, células saudáveis da pele são colhidas do paciente queimado. Em seguida, são analisadas e multiplicadas em laboratório. “Nós cultivamos essas células em diferentes recipientes para torná-los adequados para o tipo de célula que queremos”, disse Jeschke.

Então, a impressora leva as células para a região determinada. A impressora 3D produz um molde do local queimado, que acaba sendo revestido pelas células cultivadas e depois são retiradas e colocadas na pele do paciente. “É possível imprimir várias matrizes tridimensionais para as células, que saem do laboratório basicamente prontas para serem aplicadas no paciente”, explica o especialista.

A impressora ainda está em fase de testes pré-clínicos, mas os pesquisadores  pretendem iniciar testes em humanos dentro de dois anos. Em caso de bons resultados, as impressoras podem passar a ser usadas cotidianamente em hospitais em até cinco anos.

O grande desafio do projeto é cultivar células com rapidez suficiente. O problema atual é saber como obter as células para que elas se multipliquem e cresçam em uma velocidade maior do que a dos procedimentos mais tradicionais.

As impressões 3D podem ajudar a mudar um processo que necessita de avanços. Os enxertos de pele atuais para vítimas de queimaduras exigem a remoção de uma parcela saudável da pele de um paciente para cobrir a ferida, o que pode criar uma espécie de segunda ferida.

“A região de onde se retira a pele também vai precisar ser curada”, explica Jeschke. “Um paciente com 40% ou 50% do corpo queimado geralmente permanece de 80 a 100 dias hospitalizado.

Os métodos atuais podem deixar os pacientes com partes da pele que não combinam com a cor natural, ou carente de folículos ou glândulas sudoríparas.

Os pesquisadores acreditam que o novo método irá permitir, eventualmente, adicionar complexas camadas de células.

A impressora pode ter grande impacto nos países subdesenvolvidos, onde uma pequena queimadura pode ser fatal. Também poderia fornecer apoio aos soldados queimados em campos de batalha. “Provavelmente, será possível reduzir as mortes de guerra significativamente com um produtor de pele portátil”, avalia Jeschke.

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