Gestão e Qualidade | 17 de abril de 2026

Santa Casa de Porto Alegre realiza reconstrução de bexiga pediátrica inédita com tecnologia robótica

Procedimento de alta complexidade em paciente de cinco anos foi realizado integralmente por robô, reforçando o pioneirismo da instituição em cirurgia pediátrica robótica.
Santa Casa de Porto Alegre realiza reconstrução de bexiga pediátrica inédita com tecnologia robótica

A Santa Casa de Porto Alegre registrou um marco na medicina nacional ao realizar a primeira reconstrução de bexiga pediátrica com auxílio de tecnologia robótica da instituição. O procedimento, realizado em uma criança de cinco anos, destaca-se pela execução integral via robô, unindo inovação cirúrgica e alta complexidade clínica após um tratamento oncológico desafiador.


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O caso foi conduzido pelo cirurgião pediátrico Rafael Deyl, chefe do Serviço de Cirurgia Pediátrica da Santa Casa. Segundo o especialista, a intervenção exigiu planejamento minucioso devido à idade da paciente e à delicadeza da estrutura anatômica.


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Precisão e Inovação na Cirurgia Robótica

A utilização da plataforma robótica permitiu que a cirurgia fosse realizada sem a necessidade de etapas abertas. Esta abordagem minimamente invasiva é fundamental para o sucesso em casos pediátricos, onde o espaço de manobra é reduzido e a precisão milimétrica é indispensável.


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“Conseguimos realizar todo o procedimento por robótica, com alto nível de precisão. Pela nossa experiência e troca com outros grupos, é uma abordagem ainda pouco descrita nesse perfil de paciente”, destaca Deyl.

Superação do Rhabdomiossarcoma

A paciente foi diagnosticada aos três anos com rhabdomiossarcoma, um tipo raro de câncer pélvico. Após as etapas de cirurgia oncológica e tratamento complementar, houve a necessidade de reconstrução para restabelecer a função urinária e a qualidade de vida.

O sucesso da reconstrução robótica na Santa Casa de Porto Alegre aponta para um novo padrão em procedimentos urológicos pediátricos, oferecendo três pontos importantes a considerar:

1. Menor agressão cirúrgica: Redução de trauma nos tecidos da criança.


2. Recuperação acelerada: Menor tempo de internação e retorno rápido às atividades.


3. Excelência clínica: Controle total dos movimentos em cirurgias de reconstrução complexa.

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