Gestão e Qualidade | 19 de dezembro de 2017

FEHOSUL e AHRGS finalizam propostas para aperfeiçoamento dos modelos de remuneração vigentes

Processo segue para análise do Conselho de Líderes que avaliará vantagens e riscos
FEHOSUL e AHRGS finalizam propostas para aperfeiçoamento dos modelos de remuneração vigentes

Na sexta-feira, 15 de dezembro, ocorreu o último encontro do ano do Grupo Técnico de Estudo dos Novos Modelos de Remuneração, na sede da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL). A reunião é uma iniciativa da FEHOSUL e Associação dos Hospitais do Rio Grande do Sul (AHRGS). O grupo de técnicos foi designado pelos dirigentes dos hospitais integrantes dos respectivos quadros sociais, em dia com as Contribuições Sindicais. Os três primeiros encontros do grupo ocorreram nos dias 1724 de novembro, e no dia 7 de dezembro.

Cinco propostas de novos modelos foram elaboradas e foram analisadas detalhadamente neste último encontro, sendo avaliados os riscos e vantagens de cada proposta. Desde a primeira reunião, o grupo de técnicos visa elaborar um modelo mais simplificado, que valorize a prestação e qualificação do serviço, sendo centrado no benefício gerado ao paciente.Os aspectos técnicos apreciados nas cinco propostas foram embasados em experiências já existentes no mercado, algumas já sendo praticadas no Brasil em termos experimentais.

Dados e informações

Durante os quatro encontros, foi elaborado um manual orientativo, com o material coletado pelo grupo técnico em cada instituição participante, de outubro de 2016 a setembro de 2017. Foram coletados os elementos necessários em relação a faturamento, representatividade das operadoras nas instituições, como se distribui o faturamento nas diversas unidades de prestação de serviço dentro de um estabelecimento hospitalar, quais os itens necessários que precisam dispor para fazer uma análise mais profunda da realidade existente e a distribuição do faturamento por unidade e por centro de custo. Também foi levada em conta a área de serviços auxiliares, que inclui unidades como hemoterapia, patologia, análises clínicas, diagnóstico por imagem, medicina nuclear, entre outros.

Avaliações e empoderamento

A participação efetiva das instituições, com a elaboração de novas propostas de remuneração, foi saudada pelo Dr. Flávio Borges, diretor executivo da FEHOSUL, que também destacou a dedicação dos presentes, com evolução do tema proposto. “O ponto principal de todo esse debate é procurar um modelo novo, cuja remuneração esteja centrada na prestação de serviço, ao contrário do modelo atual, que a remuneração advém em grande parte dos insumos utilizados”, enfatizou.  O diretor executivo também analisou os novos modelos apresentados. “São modelos inovadores e que não devem trazer custos maiores para as instituições. São alternativas que não irão gerar prejuízos”, completou. Para Borges, “a função do Sistema FEHOSUL é unir a partir dos associativismo. ” Estamos unindo os interesses do setor e trabalhando forte para agregar valor aos nossos produtos e serviços. Dentre as atribuições contidas em nossa missão, estão a de criar um cenário na qual a sociedade ganhe acesso facilitado a uma saúde de qualidade; as operadoras se tornem de fato parceiras e as nossas organizações associadas sustentáveis a longo prazo”, resumiu.

Flávio Borges, diretor da FEHOSUL

 

Os participantes avaliaram o último encontro, destacando as evoluções nos debates entre as instituições, tendo a FEHOSUL como integradora dos interesses de seus filiados. “Considero importantes essas reuniões com os representantes dos principais hospitais da capital e do interior, que contam com o apoio da FEHOSUL. Isso nos instrumenta e nos empodera, para conseguirmos negociar num âmbito maior. Todo esse trabalho que foi feito até aqui reforça a nossa proposta, visando benefício a todos os hospitais, sejam do interior ou da capital”, destacou Cristiane Manfron, coordenadora comercial do Hospital São Lucas da PUCRS, de Porto Alegre. “Se não fizermos desse jeito, não vamos conseguir levar adiante o debate de novos modelos de remuneração. Hoje, o grupo conseguiu compreender a proposta, isso é um crescimento enquanto experiência para os participantes”, completou Manfron.

“Hoje chegamos em cinco propostas, que serão avaliadas pelas lideranças. Acredito que amadurecemos muito no sentido de pensar em um modelo. O grupo está coeso e bem estabelecido”, pontuou Maria Cristina Brasil, consultora comercial do Hospital Ernesto Dornelles. “Podemos discutir varias ideias, ver vários padrões dos hospitais, tanto do interior quanto da capital. Na última reunião, compreendemos melhor um modelo que possa agradar a todos”, resumiu João Duarte, analista comercial do Hospital Mãe de Deus.

Como base para os encontros, o grupo de técnicos aprecia as decisões estratégicas, orientações e parâmetros estabelecidos para novos modelos de remuneração, originadas nas reuniões das lideranças dos hospitais (Conselho de Líderes), ocorridas nos dias 25 de setembro, 20 de outubro10 de novembro.

O grupo técnico já tem data marcada para a próxima reunião. A primeira de 2018 ocorre no 19 de janeiro,

As instituições presentes na reunião do dia 15 foram: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Hospital Ernesto Dornelles, Instituto de Cardiologia, Hospital Mãe de Deus, Hospital Divina Providência, Hospital São Lucas da PUCRS (todos de Porto Alegre), Hospital de Caridade de Erechim, Hospital de Caridade Dr. Astrogildo de Azevedo (Santa Maria), Hospital Tacchini (Bento Gonçalves) e Hospital Santa Lúcia (Cruz Alta). 

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