Tecnologia e Inovação | 13 de maio de 2013

Estudo apresenta modelo preditivo para evitar morte súbita

Universidade de Miami mostra dados que podem ajudar a prevenir arritmias
Estudo apresenta modelo preditivo para evitar morte súbita

A publicação do dia 7 de maio da revista Nature Scientific Reports apresenta importante trabalho de uma equipe multidisciplinar da Universidade de Miami sobre óbitos por causas cardíacas. Pesquisadores desenvolveram um estudo de probabilidade sobre as mortes súbitas que pode ajudar a reduzir sua incidência.

O modelo de simulação SCD-Predict (Previsão de Morte Cardíaca Súbita, em tradução livre) é um programa de computador que faz cálculos matemáticos simples para apontar a quantidade de fatores e eventos associados a formação, crescimento e ruptura de placas de ateroma (que correspondem a 80% das mortes súbitas), além da formação de coágulos e surgimento de arritmias. Analisando os vasos sanguíneos, é possível diagnosticar o número de placas presentes e a chance da ocorrência.

O estudo (intitulado Discrete Event Simulation Model of Sudden Cardiac Death Predicts High Impact of Preventive Interventions) demonstra a correlação entre o alto número de placas de ateroma com o mal súbito, e medidas simples podem diminuir os riscos em até oito vezes. Ao identificar com antecedência a probabilidade de uma pessoa – geralmente a partir dos 45 anos – sofrer um ataque, e aplicar tratamentos preventivos pode significar o aumento da expectativa de vida em até duas décadas.

Para a equipe de pesquisa, num futuro próximo os médicos poderão usar a ferramenta (no formato de aplicativo para smartphone e/ou tablets) para buscar dados e decidir sobre a melhor forma de tratamento. Ao evitar os casos, a estimativa é de que o setor saúde dos EUA consiga economizar até US$ 286 milhões por ano.

Mortes súbitas representam 250 mil óbitos por ano nos EUA e cerca de 712 por dia no Brasil. Em geral, a vítima falece até uma hora após o início dos sintomas. A prevenção tem ligação direta com cuidados com a doença coronariana e seus fatores de risco (hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo) e pela avaliação cardiológica de pessoas com histórico de síncopes ou casos de óbito na família.

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