Mundo, Tecnologia e Inovação | 25 de março de 2013

Carmat: a primeira bioprótese cardíaca

Pesquisas com coração artificial desenvolvido na França são animadoras
Brasil tem alta taxa de mortalidade  por insuficiência cardíaca

Pode vir da França a solução do futuro para cirurgias cardíacas. O coração artificial da empresa Carmat, bioprótese desenvolvida desde os anos 1990, tem apresentado resultados animadores. Em estudo recente, com a participação da Academia de Ciências (França), foram analisadas as três próteses atualmente em desenvolvimento, bem como os desafios a serem superados até sua efetiva indicação clínica.

São três os principais problemas para a aprovação de um coração artificial: aparelho com o tamanho adequado para se acomodar no lugar do órgão; compatibilidade com o sangue do paciente; e capacidade de satisfazer as necessidades de fluxo sanguíneo para diferentes situações, como repouso ou exercício.

Dos três modelos já existentes, o CardioWest (EUA) ainda depende de uma fonte de energia pneumática extra-torácica. O AbioCor (igualmente dos EUA) é totalmente intratorácica, mas tem como ônus a formação de coágulos.

Vantagens da Carmat

Com a técnica de modelagem numérica da indústria aeroespacial (Matra) e a manutenção através de tomografia computadorizada e ressonância magnética, a Carmat compacta todo o seu equipamento (bombeamento, controle eletrônico e sensores) em um espaço de 750 cm³.

Os materiais biológicos (válvulas artificiais, unidades de membranas e tecidos) produzidos há três décadas são comercializados em todo o mundo e são referência e conhecidos pela capacidade de não gerar coágulos.

As próteses testadas em bezerros mostraram que o fluxo sanguíneo varia de 3 a 15 litros por minuto. A pressão arterial se mantém adequada mesmo em condições adversas (como estresse, choque e doenças) graças aos sensores de pressão e das membranas. A energia que alimenta a prótese vem de baterias de lítio-íon, portadas na cintura do paciente.

 Um terço das mortes do mundo

O Brasil está entre os dez países com mais óbitos por doenças cardiovasculares. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 33% das mortes a cada ano estão relacionadas ao sistema cardio-circulatório e entre as patologias mais comuns encontram-se o Infarto do Miocárdio e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Em todo o mundo, mais de 17 milhões de pessoas morrem por ano, por causas circulatórias, o que equivale a um terço do total, sendo mais da metade (8,5 milhões) do sexo feminino. O comportamento inadequado (obesidade, falta de exercícios físicos e tabagismo) são os principais fatores para esse quadro. Ainda de acordo com a OMS, um terço dos adultos está acima do peso e cerca de 60% a 85% da população mundial não é suficientemente ativa.

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