Hospital Regional Santa Lúcia é o primeiro de Cruz Alta a conquistar a acreditação ONA
Em entrevista ao Setor Saúde, o diretor Marcelo Elísio Oliveira destacou que o selo é consequência de uma transformação maior — e que o hospital já mira o Nível II – Acreditado Pleno.
O Hospital Regional Santa Lúcia, de Cruz Alta (RS), tornou-se o primeiro hospital do município a conquistar a acreditação ONA Nível I – Acreditado. A avaliação foi conduzida pelo IAHCS Acreditação, Instituição Acreditadora Credenciada (IAC) pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Para o diretor administrativo do hospital, Marcelo Elísio Oliveira, a conquista tem peso de marco para a instituição e para a cidade. “A conquista da Acreditação ONA representa um marco para o Hospital Santa Lúcia e para Cruz Alta”, afirma. Ele credita o resultado ao conjunto das equipes, e não a uma área isolada: “A acreditação não pertence a um setor ou à Direção; ela é resultado do envolvimento de todas as áreas”.
Uma meta assumida pela direção administrativa
A acreditação era a prioridade de Oliveira desde que assumiu a Diretoria Administrativa. Segundo ele, o hospital já tinha uma história consolidada de cuidado e profissionais comprometidos; o desafio era transformar práticas existentes em processos “cada vez mais estruturados, mensuráveis e integrados”, com protocolos, indicadores, gestão de riscos e comunicação entre as áreas. “Não queríamos apenas conquistar um certificado. Queríamos utilizar essa metodologia como instrumento para qualificar a gestão e tornar o cuidado cada vez mais seguro”, diz. Para o diretor, “o selo é consequência de um processo muito maior de transformação institucional”.
O papel do IAHCS Acreditação
Oliveira atribui importância ao olhar externo no processo. “O olhar externo e técnico é extremamente importante em um processo de acreditação”, afirma. Segundo ele, o IAHCS Acreditação teve papel relevante ao realizar uma avaliação criteriosa e independente, que permitiu ao hospital demonstrar a conformidade dos processos com a metodologia ONA. Entre os fatores decisivos, o diretor lista o envolvimento da liderança, a participação dos colaboradores, a integração entre os setores, a gestão por indicadores e o gerenciamento de riscos. E ressalta o caráter permanente do processo: “não existe linha de chegada”.
O diretor administrativo do hospital, Marcelo Elísio Oliveira (esquerda na foto), comemora a conquista inédita com as equipes de gestão e da assistência.
O que a acreditação ONA mudou na prática
Na rotina, o diretor aponta o fortalecimento dos protocolos de segurança do paciente, o acompanhamento mais próximo de indicadores, a análise sistemática de riscos e eventos, a definição de planos de ação e a maior integração entre setores.
Hospital Regional Santa Lúcia comemorou muito internamente a conquista.
O hospital também passou a acompanhar a experiência do paciente por meio de ferramentas de avaliação de satisfação e do retorno recebido. Para Oliveira, a mudança de fundo está na forma de decidir, cada vez mais baseada em dados. “A qualidade não é responsabilidade de um único setor: ela está presente desde a chegada do paciente até sua alta”, resume.
Reflexos na relação com operadoras e poder público
A certificação começa a repercutir na credibilidade institucional. “A acreditação fortalece a credibilidade institucional porque demonstra, por meio de uma avaliação independente, que o hospital atende a critérios reconhecidos nacionalmente de qualidade e segurança”, afirma Oliveira. Ele evita, porém, associar o selo diretamente a ganhos contratuais: questões de contrato, pondera, dependem de negociações e de diferentes fatores. Para o diretor, mais do que render melhores contratos, a acreditação “nos coloca em uma posição institucional mais sólida para construir novas parcerias”.
Hospital é o primeiro de Cruz Alta a conquistar a acreditação.
Próximo passo: o Nível II – Acreditado Pleno
A ONA Nível I é, para o hospital, uma etapa. “O próximo passo natural é avançar na maturidade dos processos e trabalhar para alcançar o Nível II – Acreditado Pleno”, afirma Oliveira. Ele evita cravar prazo: “Mais importante do que estabelecer uma data apenas para conquistar um novo selo é garantir que essa evolução aconteça de maneira consistente”. O foco imediato, diz, é sustentar o que foi conquistado e trabalhar as oportunidades identificadas.
Ao fim, o diretor liga a conquista à trajetória da instituição. “Essa conquista precisa ser compartilhada com todos que fazem parte dos 87 anos de história do Hospital Santa Lúcia”, afirma. Para ele, a acreditação “representa respeito a essa trajetória, mas, principalmente, responsabilidade com o futuro”. “Receber a acreditação é motivo de orgulho, mas também aumenta nossa responsabilidade”, conclui.