Gestão e Qualidade | 20 de agosto de 2026

Naxia Digital e FEHOSUL fecham parceria para gerar nova fonte de receita para hospitais filiados

Acordo possibilita aos filiados um cartão de descontos white label, com a marca da própria instituição, e acesso a um portfólio de infraestrutura financeira sem custo de implantação.
Naxia Digital e FEHOSUL fecham parceria para gerar nova fonte de receita para hospitais filiados

A Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Rio Grande do Sul (FEHOSUL) firmou parceria com a Naxia Digital, healthtech gaúcha especializada em infraestrutura financeira para o setor de saúde, com um objetivo direto: abrir aos hospitais e clínicas filiados uma nova fonte de receita, previsível e recorrente, em um momento em que a margem operacional das instituições está cada vez mais pressionada.


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 “O hospital gaúcho vive uma pressão de margem que não se resolve mais apenas cortando custo. Trazer aos nossos filiados uma parceria que gera receita nova, previsível e com a marca da própria instituição é cumprir o papel da Federação: colocar à mesa soluções concretas para a sustentabilidade do setor. E é uma parceria que ainda amplia o acesso do paciente, sem qualquer custo de entrada para o hospital”, afirma Cláudio José Allgayer, presidente da FEHOSUL.


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 O carro-chefe do acordo é um cartão de descontos em saúde no modelo white label, emitido com a marca da própria instituição filiada. “Não é um cartão da Naxia distribuído pela instituição, é o cartão da instituição, com a infraestrutura rodando por trás”, explica Melissa Cândido, diretora de operações da Naxia Digital.


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 Na prática, o produto funciona como um programa de fidelidade em saúde. A instituição define quais serviços entram e com qual desconto — consultas, exames, procedimentos — e o beneficiário paga uma mensalidade de baixo valor para ter acesso a essa tabela. Segundo Melissa, quem já é paciente passa a ter motivo para voltar à mesma instituição em vez de procurar preço em outro lugar, e quem nunca foi paciente entra na base por um produto acessível e vira potencial de atendimento particular.


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 O encaixe na rotina, afirma a diretora, é direto. A venda acontece nos canais que a instituição já tem — recepção, central de atendimento, ambulatório —, além de canais que ela ainda não explora, como empresas da região, sindicatos, associações de bairro e comércio local. O agendamento e o atendimento seguem o fluxo de sempre; a diferença está na tabela aplicada e na régua de relacionamento com aquele beneficiário. Para a diretoria hospitalar, o efeito mais relevante é a mensalidade recorrente, uma receita previsível que entra todo mês independentemente de volume assistencial — algo que hospitais e clínicas praticamente não têm no seu mix atual.

 Melissa faz questão de marcar um limite regulatório que todo gestor levanta: o cartão de desconto não é plano de saúde e não pode ser vendido como tal. “A estruturação segue esse desenho com rigor, com regras claras de comunicação e de contrato, justamente para que a instituição não assuma risco regulatório”, diz. “Esse cuidado é parte do produto.”

Mais do que um produto isolado, a parceria dá aos filiados acesso a um portfólio de serviços financeiros voltados à saúde, que a instituição pode ativar conforme sua maturidade e seu interesse. Em torno do cartão de descontos — o ponto de partida natural e de implantação mais simples — estão o financiamento de procedimentos eletivos, o plano medicamento, os seguros, o cartão branded e a antecipação de recebíveis. São ferramentas que ampliam a monetização de uma mesma base de beneficiários e dão ao hospital diferentes caminhos para gerar receita.

Casos: base que saltou de 2 mil para 22 mil vidas

 Os resultados que a Naxia leva à mesa ajudam a dimensionar o modelo. Os casos mais representativos, conta Melissa, são de dois hospitais que hoje têm cerca de 10% da população de suas cidades como beneficiários do cartão de descontos da própria instituição. “É um número que costuma surpreender quem ouve pela primeira vez, mas faz sentido quando se entende a lógica: em cidades onde o hospital é a referência de saúde da região, a marca já tem penetração e confiança construídas ao longo de décadas. O cartão apenas transforma essa confiança em vínculo formal e recorrente”, explica.

Nesse patamar de adesão, a receita das mensalidades chega a 500 a 600 mil reais por mês. Mas a diretora faz um esclarecimento sobre esse número: “Esse valor é apenas a mensalidade. É a camada mais visível, mas não é a maior.”

 O ganho principal, segundo ela, vem depois. O beneficiário que entrou pelo cartão passa a usar a instituição como porta de entrada, e isso se converte em consulta, exame, procedimento e cirurgia particular que antes iam para outro lugar ou simplesmente não aconteciam. “Nas operações que acompanhamos, a linha de receita de pacientes particulares cresceu em média 12% depois da implantação do programa”, afirma Melissa. Somando as duas camadas — mensalidade recorrente mais crescimento do particular —, o retorno é substancialmente maior do que a linha de mensalidades sugere isoladamente.

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Para a gestão financeira, a qualidade dessa receita importa tanto quanto o volume. A mensalidade entra todo mês, com data certa, sem glosa, sem prazo de operadora, sem depender de sazonalidade de ocupação. Para uma instituição que vive o descasamento clássico entre pagar fornecedor a 30 dias e receber de convênio a 90, avalia a diretora, isso muda a rotina da tesouraria de forma concreta.

 O ritmo de adesão possível também aparece nos números. “Em outra operação, acompanhamos o crescimento da base de cerca de 2 mil para mais de 22 mil vidas vinculadas ao programa”, relata — um salto de mais de dez vezes, que dá a dimensão do potencial quando a instituição estrutura bem a oferta e treina a linha de frente.

 As vantagens do modelo white label

 Para Melissa, a primeira vantagem do modelo é que a marca continua sendo a da instituição. “Quem tem confiança consolidada na região não precisa emprestar essa confiança para uma marca de terceiro; o produto financeiro reforça a marca do hospital, não a nossa”, afirma.

A segunda é a velocidade: a instituição passa a oferecer produtos financeiros regulados sem precisar montar estrutura própria, sem investimento de capital em tecnologia e sem contratar um time de produto financeiro que ela não tem e não deveria ter. A terceira é o dado — o relacionamento com o paciente e a base de beneficiários permanecem com a instituição, o que sustenta ações de fidelização, captação e retorno de paciente particular ao longo do tempo.

 A quarta vantagem é a economia do modelo. “Como a Naxia opera a infraestrutura para várias instituições, o custo unitário fica muito abaixo do que qualquer hospital ou clínica de médio porte conseguiria sozinho”, diz a diretora.

Implantação: “o gargalo real quase nunca é técnico, é decisório”

 O ponto que mais preocupa gestores com TI enxuta é o esforço de implantação — e a resposta, segundo Melissa, é que esse esforço é baixo por desenho. A infraestrutura é da Naxia; a instituição não instala servidor, não desenvolve aplicativo e não precisa de time de desenvolvimento.

 O que a instituição precisa ter antes de começar é, basicamente, a definição de quais serviços entram no programa e com qual tabela de desconto, os arquivos de marca para a personalização, um responsável interno pelo projeto — normalmente alguém do comercial ou da diretoria administrativa, não da TI — e a decisão sobre como o produto entra no fluxo de atendimento, ou seja, quem oferta, em que momento e com qual argumento.

 O tempo médio até estar operando é de 15 dias, contando personalização, ajustes contratuais e treinamento das equipes de linha de frente. “O gargalo real quase nunca é técnico, é decisório”, resume Melissa. “Hospital que define rápido a tabela e o público-alvo entra em operação nesse prazo sem dificuldade.”

 A diretora faz uma ressalva: implantação técnica rápida não significa maturidade em 15 dias. Entrar em operação é uma coisa, construir uma base relevante de beneficiários é outra, e isso depende de constância comercial ao longo dos meses seguintes. “A boa notícia é que essa parte é de gestão, não de tecnologia.”

Financiamento de eletivos e o paciente na fila do SUS

 Entre os produtos que orbitam o cartão, o financiamento de procedimentos eletivos é o que carrega a leitura mais social do acordo. O funcionamento é direto: o paciente com indicação de um procedimento recebe, no próprio atendimento, a opção de parcelar, com análise de crédito feita na hora, de forma digital. Aprovado, o procedimento é agendado, e a instituição recebe o valor sem esperar o parcelamento do paciente. O risco de crédito não fica com o hospital.

 O efeito sobre o acesso é o que mais interessa a Melissa nessa conversa. “Existe hoje um contingente enorme de pacientes que não são exatamente pacientes SUS por escolha; são pacientes que estão na fila porque não conseguem pagar uma cirurgia de dez mil reais à vista, mas conseguiriam pagar parcelas compatíveis com a renda mensal”, afirma. É demanda reprimida com capacidade de pagamento fracionada. Quando esse paciente encontra uma via de acesso viável, antecipa o tratamento em vez de esperar dois anos por uma vaga, e o hospital ocupa sala cirúrgica ociosa com margem melhor do que a da tabela do convênio.

 A diretora evita superdimensionar o alcance. “Não estou dizendo que isso substitui o SUS ou resolve fila, porque não resolve. Mas cada paciente que consegue acessar o procedimento por essa via é um paciente a menos na fila e um leito a mais ocupado numa estrutura que já está lá, parada.”

“A conta da saúde parou de fechar pelo lado da receita tradicional, e isso vale para toda a cadeia”

O pano de fundo da parceria é a pressão sobre a receita hospitalar. “A conta da saúde parou de fechar pelo lado da receita tradicional, e isso vale para toda a cadeia”, diz Melissa. A inflação médica corre acima da inflação geral há anos, o custo de OPME, tecnologia e pessoal sobe todo ano, a população envelhece e usa mais, e a margem operacional de boa parte dos hospitais e clínicas brasileiros está próxima de zero. Para a diretora, não é um problema de um elo contra o outro: é uma pressão que atinge prestador e operadora ao mesmo tempo, cada um do seu lado da mesa.

Com 25 anos de vivência hospitalar, ela avalia que o setor tentou resolver a conta sempre pelo mesmo lado. “Passei vinte e cinco anos dentro de hospital e vi todo mundo tentando resolver isso pelo mesmo lado, cortando custo. Corta, corta e chega uma hora que o que sobra para cortar é qualidade assistencial”, afirma. O caminho pouco explorado, na visão dela, é o da receita: ocupação de estrutura que já existe e está ociosa, paciente particular, receita recorrente, serviços que a instituição já tem condição de prestar e não monetiza.

Melissa registra que o movimento não é exclusivo do prestador. Operadoras também estão estruturando produtos de benefícios e programas de relacionamento para alcançar públicos que hoje não têm acesso a plano, ampliar a base e criar receita fora do risco assistencial. É a mesma lógica: usar a marca e o relacionamento que já se tem para gerar uma linha de receita previsível. A Naxia atende os dois lados justamente porque a necessidade é a mesma, muda apenas o ponto de partida.

“O que me parece consenso hoje é que instituição com fonte única de receita está estruturalmente frágil, ainda mais quando essa fonte depende de variáveis que ela não controla”, diz. “Diversificar receita virou gestão de risco, não é ousadia.”

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O modelo comercial da Naxia, segundo a diretora, diz muito sobre como a empresa enxerga a relação com as instituições. A healthtech não cobra setup nem mensalidade e optou por só receber quando a instituição começa a ganhar. “Entramos no risco junto com o cliente: se o programa não gerar receita, nós não ganhamos”, afirma Melissa. 

A escolha, explica, tem dois motivos. O primeiro é a realidade financeira de hospitais e clínicas no Brasil: pedir investimento inicial a uma instituição com margem apertada é, na maioria dos casos, inviabilizar o projeto antes de ele começar, por melhor que seja. O segundo é a confiança no produto — só é possível estruturar um modelo assim quando se tem convicção de que ele funciona.

Essa convicção, diz a diretora, tem sido sustentada pela experiência. “Até hoje, todos os nossos clientes deram certo — todos têm cartões bem-sucedidos operando nos seus hospitais. Não é um projeto piloto que a gente está testando no mercado, é um modelo que já se provou em operações reais.”

 Para Melissa, isso muda a natureza da conversa com o gestor. “Não estamos vendendo um sistema, estamos propondo uma sociedade em um resultado que ainda vai ser construído. Se der certo, ganhamos os dois. E é assim que preferimos trabalhar.”


Para saber as condições especiais para hospitais e clínicas, entre em contato com Melissa Candido pelo whats (11) 988 11 3880 ou pelo email comercial@naxiadigital.com.br 


 

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