Interoperabilidade na saúde: colaboração é indispensável para o sucesso dos projetos
Encontro em Porto Alegre discutiu LGPD, coordenação do cuidado e algoritmos na decisão clínica; organização quer nova edição em 2027.
A primeira edição do Summit Para Além da Interoperabilidade reuniu cerca de 150 participantes e 40 palestrantes em Porto Alegre, em 24 de setembro. Realizado dentro da programação da Health Meeting 2026, o encontro tratou a interoperabilidade na saúde por um ângulo prático: como dados conectados podem apoiar decisões, qualificar processos e sustentar a continuidade e a segurança do cuidado.
O evento reuniu lideranças de hospitais, operadoras de saúde, empresas de tecnologia, instituições públicas e outras organizações do ecossistema. A discussão partiu de uma premissa: fazer sistemas trocarem informações já não esgota o tema.
Ao longo do dia, executivos e especialistas abordaram governança e sustentabilidade do cuidado, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), consentimento e segurança da informação. A integração entre operadoras e prestadores também entrou na pauta. A programação oficial incluiu experiências já desenvolvidas no Rio Grande do Sul.
Para Guilherme Barros, diretor da SISQUALIS e idealizador do Summit, a primeira edição mostrou que o setor já reúne experiências capazes de fazer a discussão avançar. Em nota divulgada pela organização após o evento, ele afirmou: “A interoperabilidade já é uma realidade em diferentes iniciativas, e o nosso desafio agora é ampliar essa capacidade de colaboração. O Summit nasceu justamente para ir além da tecnologia e discutir como conectamos instituições, pessoas, processos e dados para gerar valor para o sistema e, principalmente, para o paciente. Reunir tantas lideranças e experiências nesta primeira edição mostra que existe disposição do setor para construir essa agenda de forma conjunta.”
Guilherme Barros e Daiane Wolk.
Coordenação do cuidado e jornada do paciente
Um dos eixos tratou da coordenação do cuidado e da jornada do paciente. As discussões buscaram identificar em que pontos a interoperabilidade gera valor efetivo e favorece a continuidade da assistência.
Dados para gestão e tomada de decisão
Outro bloco abordou a integração de dados como ferramenta de apoio à gestão e às decisões nas organizações de saúde.
Inteligência artificial e algoritmos na decisão clínica
Os debates sobre inteligência artificial (IA) e uso de dados trouxeram experiências em diagnóstico, pesquisa clínica, governança, assistência e auditoria. O encontro também discutiu limites e possibilidades do uso de algoritmos na decisão clínica e na gestão em saúde.
Quem participou do debate sobre interoperabilidade na saúde
A diversidade de instituições fazia parte da proposta. Participaram lideranças e profissionais ligados a organizações como HOSPITAL ERNESTO DORNELLES, HOSPITAL SÃO LUCAS DA PUCRS, HOSPITAL MÃE DE DEUS, HOSPITAL MOINHOS DE VENTO, GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO, UNIMED PORTO ALEGRE, DOCTOR CLIN, CABERGS, SANTA CASA DE PORTO ALEGRE, PROCEMPA, SANE e 4ALL, entre outras instituições e empresas do setor.
Segundo a organização do evento, o encontro buscou mostrar que a transformação digital depende também de governança, confiança, colaboração entre instituições e definição clara dos problemas a resolver.
A proposta é que o Summit volte em 2027, com a discussão ampliada e o acompanhamento da evolução das experiências de interoperabilidade e saúde digital.