HOSPITAL SÃO LUCAS DA PUCRS estreia no ranking de hospitais inteligentes da NEWSWEEK
Hospital-escola da PUCRS celebra 50 anos com agenda de transformação digital que vai do prontuário à inteligência artificial.
O HOSPITAL SÃO LUCAS DA PUCRS (HSL PUCRS), de Porto Alegre, entrou pela primeira vez no World’s Best Smart Hospitals 2027, o ranking de hospitais inteligentes da revista norte-americana NEWSWEEK, elaborado em parceria com a empresa de dados STATISTA. Na estreia, o hospital ocupa a 357ª posição mundial e o 13º lugar entre os 16 brasileiros da lista, segundo comunicado da instituição.
O EINSTEIN HOSPITAL ISRAELITA lidera a presença brasileira, na 19ª posição mundial. O Rio Grande do Sul tem dois representantes, ambos na Capital: o HOSPITAL SÃO LUCAS e o HOSPITAL MOINHOS DE VENTO.
O que mede o ranking de hospitais inteligentes
De acordo com o comunicado, a classificação reconhece instituições que se destacam pela adoção de tecnologia nas práticas assistenciais e de gestão. Entram na conta áreas como inteligência artificial, robótica, telemedicina, registros eletrônicos e maturidade digital.
Pela metodologia publicada pela NEWSWEEK, 67,5% da nota vem de recomendações de médicos e gestores hospitalares, sem autoindicação. Outros 30% saem de uma pesquisa de maturidade digital respondida voluntariamente pelos hospitais, com documentação e validação da alta gestão. Os 2,5% restantes correspondem a acreditações em saúde digital.
Para o diretor-geral do HSL PUCRS, Evandro Luís Moraes, a presença inédita reconhece o processo de transformação vivido pela instituição. “Entrar pela primeira vez neste ranking é um reconhecimento importante e um indicador de que a transformação que estamos conduzindo começa a produzir resultados que podem ser percebidos também externamente”, afirma, no comunicado.
A agenda digital do hospital-escola
O hospital celebra 50 anos com uma estratégia que prevê investimento em infraestrutura tecnológica, modernização de sistemas e processos, conectividade e integração de dados. Entre as frentes citadas pela instituição estão a evolução do prontuário e dos processos assistenciais digitais, a checagem eletrônica e novas ferramentas de relacionamento e acesso dos pacientes. A lista inclui ainda aplicação de inteligência artificial, modernização dos sistemas de imagem, expansão da telemedicina e projetos de automação e rastreabilidade.
O diretor Administrativo Financeiro, Jorge Oliveira, liga a agenda digital à sustentabilidade da operação. “Tecnologia, para nós, está interligada à estratégia do Hospital. Estamos investindo na melhoria de processos, na qualidade da informação e em ferramentas que apoiem nossas equipes e tornem a operação mais eficiente e inovadora. Avançar em maturidade digital significa também utilizar melhor os recursos, gerar dados mais qualificados para a tomada de decisão e criar as condições necessárias para sustentar o crescimento e a transformação do São Lucas”, destaca.
Moraes lembra que, como hospital-escola, o São Lucas tem a oportunidade de unir a excelência acadêmica da universidade à assistência, à pesquisa e à inovação. Ele associa o aniversário ao planejamento de longo prazo: “No ano em que celebramos 50 anos, estamos preparando o São Lucas para as próximas décadas, com tecnologia a serviço da segurança, da experiência dos pacientes e, sobretudo, da qualidade do cuidado”.
Ensino e assistência no mesmo prédio
O São Lucas é campo de formação para estudantes e profissionais de 12 cursos das Escolas de Ciências da Saúde e da Vida e de Medicina da PUCRS. Segundo o comunicado, a universidade foi apontada em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, como a melhor universidade privada do Brasil no Ranking Universitário Folha (RUF). Na mesma edição, ficou em primeiro lugar em Pesquisa entre as instituições privadas.
A pró-reitora de Saúde da PUCRS, Andrea Bandeira, define o hospital como peça central do ecossistema de saúde da universidade. “Aqui, o conhecimento produzido na Universidade encontra os desafios concretos da assistência, enquanto a experiência do cuidado também gera novas perguntas para o ensino e para a pesquisa”, afirma. Para ela, levar tecnologia a esse ambiente amplia a capacidade de inovar e de formar profissionais preparados para as transformações da saúde.
Andrea cita o resultado no RUF como pano de fundo e completa: “Ter nosso hospital-escola agora reconhecido internacionalmente por sua evolução em maturidade digital reforça a potência dessa integração entre Universidade e Hospital e nos desafia a continuar avançando”.