Geral | 13 de agosto de 2026

Rede Mater Dei tem lucro de R$ 45 milhões no 2T26, alta de 66% em um ano

Companhia acelera a desalavancagem, eleva o ROIC a 10,79% e prepara a estreia da rede em São Paulo.
Rede Mater Dei tem lucro de R$ 45 milhões no 2T26, alta de 66% em um ano

A Rede Mater Dei de Saúde (B3: MATD3) encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido ajustado de R$ 45 milhões, alta de 66,1% sobre o mesmo período de 2025 e de 24% na comparação com o primeiro trimestre do ano. A receita líquida cresceu 12,4% em um ano, para R$ 613,6 milhões, e a margem líquida ajustada alcançou 7,3%.


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O resultado veio acompanhado do sexto trimestre consecutivo de crescimento do EBITDA ajustado, que chegou a R$ 138,6 milhões — avanço de 20,3% em um ano e de 6,6% ante o trimestre anterior. A margem EBITDA passou de 21,1% para 22,6%, ganho de 1,5 ponto percentual. Segundo a companhia, receita líquida e EBITDA marcaram recorde trimestral. No acumulado do semestre, a rede reportou receita líquida de R$ 1,19 bilhão, alta de 13,7%, e lucro líquido ajustado de R$ 81,3 milhões, avanço de 71,9% sobre o primeiro semestre de 2025.


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Oncologia e ticket médio sustentam as margens

A base do resultado está na operação. O volume de pacientes-dia cresceu 6,3% frente ao primeiro trimestre, para 87,7 mil, com taxa de ocupação média de 78,7% — acima do registrado no mesmo período de 2025 e no trimestre anterior. O ticket médio subiu 12,4% em um ano, para R$ 2,87 milhões por leito, o maior patamar trimestral já registrado pela rede, segundo a companhia. O avanço da oncologia aparece entre os principais vetores: em Salvador, a rede registrou alta de 133% no número de pacientes oncológicos frente ao 2T25 — unidade que também teve recorde de receita líquida, segundo a companhia, com crescimento de 30% no período.


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Para José Henrique Salvador, CEO da companhia, o trimestre consolida a estratégia da rede. “Nossos resultados neste segundo trimestre refletem a consolidação de motores essenciais da nossa estratégia: a atração de equipes médicas de altíssima qualidade, a capacidade de operarmos os hospitais com eficiência e ao mesmo tempo promovendo o encantamento dos pacientes, além do amadurecimento desproporcional de alguns hospitais e da tese da oncologia”, afirmou.


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A rede também ampliou o uso da cirurgia robótica e implementou uma ferramenta de inteligência artificial para apoiar médicos na elaboração de prontuários eletrônicos. “Estamos provando que é possível crescer com qualidade de forma orgânica oferecendo um modelo de excelência que atrai os melhores profissionais do mercado para a nossa rede”, completou o executivo.

Desalavancagem e ROIC em alta

A geração de caixa sustentou a gestão do endividamento. A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 763 milhões, redução de 4,6% ante o primeiro trimestre, com alavancagem de 1,5 vez o EBITDA dos últimos 12 meses. Em 20 de julho, a companhia realizou o resgate antecipado de debêntures da 2ª série da 3ª emissão, no valor de R$ 200 milhões. O retorno sobre o capital investido (ROIC) alcançou 10,79% em junho, avanço de 359 pontos-base desde 2024.

“A segurança no nosso caixa, baseado no track recorde recente e aliado a expectativa positiva de geração, nos possibilitaram exercer esse pré-pagamento, reduzindo nossa dívida bruta e mostrando a capacidade da companhia em operar nesse cenário macroeconômico desafiador de juros altos, mantendo um nível de crédito excelente no mercado. Outro ponto importante a destacar é o crescimento do nosso ROIC, indicador chave que temos como meta buscar uma evolução constante, maturando os investimentos feitos na Rede Mater Dei”, apontou o CFO, Rafael Cordeiro.

Expansão e novas certificações

No plano de expansão, a rede prepara a entrada na capital paulista. As obras do novo hospital, no bairro de Santana, devem começar em setembro, com entrega prevista para 2029.

No mesmo trimestre, a companhia credenciou o Hospital Mater Dei Salvador no plano Bradesco Saúde Efetivo Plus e somou novas certificações de qualidade. A unidade de Goiânia recebeu a Certificação Platinum Qmentum Internacional — selo internacional de qualidade e segurança do paciente — e, segundo a companhia, tornou-se o primeiro hospital privado de Goiás a alcançá-lo. Já as unidades Contorno e Santo Agostinho foram reconhecidas como Hospitais de Ensino Nível 1 pelo Ministério da Saúde.

O balanço completo do trimestre está disponível na CVM e no site de Relações com Investidores da rede.

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