Gestão e Qualidade | 17 de setembro de 2026

Novo CFO da Oncoclínicas assume comando financeiro em meio à reestruturação

Maurício Hasson, que já passou pela companhia, substitui o interino Isaac Quintino e herda a missão de renegociar R$ 5,1 bilhões em dívidas com credores.
Novo CFO da Oncoclínicas assume comando financeiro em meio à reestruturação

A Oncoclínicas (ONCO3) recompôs o topo de sua área financeira em pleno processo de reestruturação. O conselho de administração da companhia aprovou, em 14 de setembro de 2026, a eleição de Maurício Hasson para os cargos de diretor executivo financeiro (CFO) e diretor executivo de relações com investidores (RI). Segundo o fato relevante, o executivo assume as funções de imediato e dá início ao processo de transição.


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Hasson substitui Isaac Quintino, que acumulava interinamente as duas diretorias desde 24 de abril de 2026, quando o então vice-presidente executivo e responsável pelas áreas financeira e de RI, Marcel Cecchi Vieira, renunciou. Quintino permanecerá na Oncoclínicas até a conclusão da transição. Em comunicado, a companhia agradeceu aos oito anos de contribuição do executivo, que acompanhou etapas como a abertura de capital (IPO), o follow-on, a consolidação por aquisições e a estabilização operacional após a crise de desabastecimento de medicamentos.


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Novo CFO da Oncoclínicas herda a agenda de reestruturação
A chegada de Hasson ocorre no momento mais sensível da história recente da companhia. Em meados de julho, a Oncoclínicas protocolou pedido de recuperação extrajudicial para reorganizar uma dívida financeira estimada em R$ 5,1 bilhões — instrumento que permite renegociar passivos diretamente com os credores, sem a judicialização plena de uma recuperação judicial. Em paralelo, a empresa comunicou ao mercado a abertura de um procedimento arbitral ligado a uma disputa societária, desdobramento do embate em torno de uma possível oferta pública de aquisição de ações (OPA).


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O novo CFO não é estranho à casa: atuou na própria Oncoclínicas entre 2015 e 2016 e reúne mais de 14 anos de experiência em posições de comando financeiro, além de passagens por bancos de investimento no Brasil e nos Estados Unidos. É engenheiro mecânico pela PUC-Rio, com MBA pela University of Chicago Booth School of Business. O perfil, com trânsito no mercado de capitais, sinaliza a prioridade da companhia neste ciclo: conduzir a repactuação com credores e recompor a confiança dos investidores.


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Para o gestor de saúde, a troca de comando financeiro é menos uma questão de nomes e mais um indicador de governança. A Oncoclínicas é uma das grandes operações privadas de oncologia do país, e a continuidade de seu atendimento depende diretamente da capacidade de reequilibrar as contas e manter previsibilidade junto a fornecedores, operadoras e prestadores. A definição de um CFO estatutário, em substituição a uma solução interina, tende a dar mais estabilidade à mesa de negociação que definirá o futuro da rede.

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