Gestão e Qualidade | 8 de junho de 2026

Do berço ao envelhecimento: Hospital Moinhos apresenta visão integral da saúde cerebral no maior congresso de neurologia do Brasil

No Congresso Brain 2026, especialistas do hospital mostraram que prevenir o Alzheimer e cuidar da mente começa na infância.
Do berço ao envelhecimento Hospital Moinhos apresenta visão integral da saúde cerebral no maior congresso de neurologia do Brasil

Prevenir o Alzheimer décadas antes dos primeiros sintomas, ensinar crianças a salvar vidas e reconstruir a saúde mental de quem perdeu tudo em uma enchente. Esses foram os temas que o Hospital Moinhos de Vento levou ao Congresso Brain 2026, o maior congresso de neurologia do Brasil, realizado de 3 a 6 de junho, em Porto Alegre. No Simpósio Satélite “Fronteiras do Cérebro e Mente”, três especialistas da instituição defenderam que saúde cerebral é um trabalho que começa muito antes — e vai muito além — do consultório.


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O Dr. Christian Kieling, head da Unidade de Pesquisa em Saúde Mental do Moinhos, abriu o simpósio conectando neurociência e realidade social. Por meio de uma parceria com o Ministério da Saúde, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), o hospital desenvolve um projeto de suporte psicossocial às pessoas impactadas pelas enchentes de maio de 2024 no Rio Grande do Sul. Os resultados foram apresentados pela primeira vez no congresso: quase 500 triagens realizadas em diferentes municípios, maior presença de sintomas entre mulheres e redução superior a 50% nos sintomas de ansiedade e depressão entre os participantes que concluíram o programa, que segue com recrutamento ativo.


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“Recomeçar também é saúde cerebral. Ainda estamos coletando dados sobre ansiedade climática, um campo com imensas oportunidades de pesquisa e que diz muito sobre os desafios que estão por vir”, afirmou.


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O Alzheimer começa 20 anos antes do diagnóstico

O Dr. Eduardo Zimmer apresentou o retrato da neurologia na era dos biomarcadores. O Alzheimer responde por 75% dos casos de demência, e seus rastros biológicos — as proteínas amiloide e tau — podem estar presentes no cérebro duas décadas antes de qualquer sintoma. Essa janela representa uma oportunidade real de intervenção.


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“Hoje temos biomarcadores para todas as fases da doença. Isso muda tudo. Controlar a hipertensão arterial, por exemplo, é uma das intervenções mais eficazes que temos. Precisamos priorizar a prevenção”, destacou.

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Saúde cerebral começa na infância

A Dra. Sheila Martins encerrou o simpósio ao defender que saúde cerebral é, antes de tudo, uma questão de educação e política pública. O cérebro é moldado desde a infância, e iniciativas como o Flash Heroes — programa internacional implementado pelo Moinhos em 2019, que ensina crianças a reconhecer sinais de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) — mostram que é possível agir cedo e em escala.

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“Sabemos o que precisa ser feito: sono bom, alimentação adequada, estímulo cognitivo, combate ao sedentarismo. Saúde cerebral é uma questão de humanidade, para que todas as pessoas possam ter mentes saudáveis e possam recomeçar. Acreditamos que podemos construir saúde cerebral para todos e em todos os lugares”, concluiu.

Centro da Memória conecta assistência, pesquisa e formação

O Centro da Memória do Hospital Moinhos de Vento é onde essas três visões se encontram. Há dez anos a instituição investe na construção de um projeto que une assistência, pesquisa e formação.

“São três craques do nosso time. O Centro da Memória é onde neurologia e neuropsiquiatria se unem à pesquisa, com a Faculdade de Medicina e todos os pesquisadores envolvidos nesse grande projeto que o hospital vem construindo nos últimos dez anos”, destacou o superintendente médico da instituição, Dr. Luiz Antônio Nasi.

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