Estatísticas e Análises | 22 de junho de 2022

Pesquisadores do HCPA encontram gene que identifica casos mais graves de câncer cerebral infantil

Descoberta indica, de forma inédita, que o ZEB1 pode auxiliar no diagnóstico, nas decisões sobre tratamento e na determinação da expectativa clínica de crianças com esse câncer cerebral
Pesquisadores do HCPA encontram gene que identifica casos mais graves de câncer cerebral infantil

Uma equipe de pesquisadores do Laboratório de Câncer e Neurobiologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do centro de pesquisa do Instituto do Câncer Infantil (ICI) identificou, pela primeira vez, o chamado ZEB1, gene que regula o desenvolvimento do sistema nervoso central e tem grande expressão nos casos graves do tipo mais frequente de tumor cerebral maligno que aflige crianças. A descoberta, publicada no periódico científico internacional NeuroMolecular Medicine, pode ajudar a identificar os pacientes em maior risco e orientar o tratamento.

Entre as formas de câncer infantil, os tumores cerebrais estão entre as mais frequentes e fatais. A principal delas é o meduloblastoma, que ocorre na área do sistema nervoso central chamada cerebelo, localizado na parte de trás do cérebro.

livia fratini

Durante a pesquisa, a estudante de doutorado Livia Fratini (foto), do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Molecular da UFRGS, descobriu que a expressão do gene ZEB1 é aumentada de forma anormal nos tumores de meduloblastoma em relação ao cerebelo normal. Além disso, o gene tem mais expressão nos tipos mais graves do câncer, indicando uma possível redução na expectativa de vida dos pacientes. Já nas formas menos graves da doença, ocorre o contrário: a maior quantidade do gene é associada à chance de sobrevivência a longo prazo.


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Essa descoberta indica, de forma inédita, que o ZEB1 pode auxiliar no diagnóstico, nas decisões sobre tratamento e na determinação da expectativa clínica de crianças com esse câncer cerebral. A equipe do estudo também testou o tratamento de células de meduloblastoma com o medicamento fingolimod (FTY720), concluindo que ele pode ser uma nova estratégia de combate à doença, por ser capaz de reduzir a expressão do ZEB1.

A pesquisa teve apoio financeiro, econômico, científico do ICI, CNPq, CAPES e do Fundo de Incentivo à Pesquisa e Eventos (FIPE) do HCPA. Confira o artigo completo aqui.

 



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