Gestão e Qualidade | 4 de abril de 2022

A importância da segurança do trabalho para o sucesso de uma obra hospitalar

Valesca Castro, Coordenadora de SSM da CONSTRUTORA TEDESCO (Grupo HTB) explica questões importantes sobre o tema
A importância da segurança do trabalho para o sucesso de uma obra hospitalar

Na hora de escolher uma empresa do segmento da construção civil para a realização de obras ou reformas em hospitais, um fator é extremamente importante e não pode deixar de fazer parte da análise: o cuidado que a construtora adota com a segurança do trabalho, item que influencia diretamente na execução do projeto sem grandes percalços.

É bastante comum que as obras do segmento de saúde sejam executadas junto a complexos em plena operação, o que requer um planejamento rigoroso para garantir a segurança dos trabalhadores da construtora e dos profissionais que atuam no hospital. Adicionalmente, a segurança e o bem-estar dos pacientes é um elemento que demanda uma atenção especial, principalmente em relação ao excesso de ruídos, poeiras, vibrações, assim como o controle de resíduos gerados pela obra.

Segundo a Coordenadora de Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSM) da CONSTRUTORA TEDESCO, empresa do Grupo HTB, Valesca Rembowski Castro, “o ramo da construção civil concentra altas taxas de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais devido aos riscos inerentes às suas atividades, o que pode gerar impacto na vida do trabalhador, inclusive atingindo a sua família. Impacta também a construtora e o contratante, devido à perda de produtividade, atrasos, custos adicionais e prejuízos à imagem. O nosso setor [SSM] é responsável por zelar pelo meio ambiente, pela saúde e integridade física dos trabalhadores, elaborando medidas de prevenção para eliminar ou reduzir esses riscos. ”

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Treinamentos constantes

Castro destaca que o trabalho do setor consiste em uma série de cuidados e ações específicas, entre eles, treinamentos constantes para assegurar o engajamento do trabalhador com a sua própria segurança e com a dos que estão à sua volta. “É comum atuarmos dentro de unidades em operação, de modo que a interface obra x hospital e os fluxos pacientes x operários precisam ser muito bem estudados e alinhados. Às vezes estamos executando um prédio ao lado do hospital. Em outras ocasiões, estamos trabalhando dentro dele. Estas interfaces trazem ao planejamento a participação do SESMT [Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho], bombeiros e controle de infecção do contratante. Há uma série de riscos a serem considerados”, explica a engenheira de segurança da TEDESCO.

“Promovemos diariamente, os Diálogos Diários de Segurança (DDS), por exemplo. São micro reuniões de cerca de 10 a 15 minutos com as equipes em suas frentes de trabalho, conduzidas pelos líderes de cada grupo. São tratadas questões da segurança do trabalho, com enfoque nas atividades programadas para o dia. Adicionalmente há encontros gerais, realizados duas vezes por semana, de forma mais coletiva. Há ainda os treinamentos dito legais ou obrigatórios, e aqueles específicos para operar equipamentos, ferramentas; além de aspectos de ergonomia, uso de EPIs [Equipamentos de Proteção Individual], e realização de atividades de alto risco como trabalhos em altura”, completa Castro.

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A priorização da segurança

“A TEDESCO traz para as obras de infraestrutura em saúde toda a sua experiência na execução de obras industriais, que também tem como característica, a interface com o contratante. Abarcamos todo o conhecimento adquirido com os últimos projetos de saúde desenvolvidos, em especial na administração dos riscos que a obra pode trazer ao hospital”, diz.

“É importante destacar que a expertise em segurança do trabalho é um fator que fornece um maior grau de confiança ao contratante. Nós priorizamos muito esta questão. Através do Grupo HTB, temos um setor jurídico que nos ajuda a manter um modelo de trabalho muito bem construído, controlado e alinhado às legislações referentes à prevenção contra acidentes. Toda ocorrência mais grave ou fatalidade interrompe a obra para que ocorram apurações. Trabalhamos previamente para que isto não ocorra, diminuindo também os possíveis riscos jurídicos para o nosso cliente. Por isso é muito importante contratar uma empresa séria e com experiência para realizar obras no segmento da saúde. Seria antagônico contratar uma empresa para fazer uma obra hospitalar e não avaliar muito bem quais construtoras priorizam a questão da saúde e segurança no trabalho”, complementa Castro.

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A TEDESCO tem em sua trajetória obras – realizadas ou em andamento – para clientes como Moinhos de Vento (RS), Santa Casa de Porto Alegre (RS) – Hospital Nora Teixeira e retrofit do Hospital Dom Vicente Scherer -, Mãe de Deus (RS), Tacchini (RS), Federação Unimed SCUnimed Concórdia (SC), Instituto do Cérebro (RS), Centro Clínico da Unimed Porto Alegre (RS), ACCD Porto Alegre (RS), Hospital São José (SC) e Santa Vita Saúde Center (SC).

Integração com as equipes do hospital

A engenheira afirma que um pilar importante do processo é a integração com as equipes da instituição hospitalar. “Existem as duas vias: o risco que a obra representa para o hospital e o risco que o hospital representa para a obra. Num primeiro momento, a maior preocupação é avaliar como a obra pode apresentar riscos ao hospital. A intervenção pode gerar barulho, vibração, poeira, fumaça, ou seja, uma série de agentes ambientais maléficos para o dia a dia do estabelecimento de saúde, um local altamente controlado”, reforça.

“Para minimizar os riscos, adotamos diversas ações, como a correta captação e minimização das poeiras que geramos; controles rigorosos para evitar um princípio de incêndio; avaliação e substituição de materiais; e até mesmo, a sugestão de mudança de sistemas construtivos pelos nossos engenheiros para evitar processos que gerem uma vibração muito intensa ou que aumentem o tempo da obra, ajudando a reduzir os impactos para a operação hospitalar. Há ainda momentos em que temos que ter adaptabilidade, como parar a obra por alguns minutos ou até mesmo horas, sempre que o hospital solicita. Esta interface é muito importante, já que a principal preocupação é o paciente que se encontra em atendimento. Não é incomum promovermos momentos de sensibilização do nosso pessoal com a participação dos profissionais do hospital, explicando os motivos dos rígidos cuidados e apresentando o ponto de vista da equipe assistencial e a necessidade de garantir o bem-estar dos pacientes. ” A TEDESCO, ao longo de sua história de 74 anos, tem uma forte marca de relacionamento com seus clientes de modo muito transparente, o que facilita a integração em momentos de novos desafios, pela proximidade e abertura de comunicação, complementa Castro.

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Covid-19

Durante a pandemia, a TEDESCO teve autorização para prosseguir com as obras de saúde e da educação, consideradas essenciais pelas autoridades. Conforme a engenheira, a criação de um Comitê de Crise foi o primeiro passo para a criação do Plano de Contingência da Covid-19, onde foram estabelecidos os protocolos a serem adotados. Tal documento segue sendo adaptado e revisado, à medida que a legislação sobre o tema ganha alterações. “A HTB criou um comitê coorporativo só para tratar das questões de Covid-19, o que nos deu um respaldo muito grande. O setor nos passava cartilhas e orientações em nível nacional, e o nosso pessoal adaptava os materiais aos protocolos regionais. Controlamos tudo, minuciosamente”, explica Castro.

Mesmo assim, a especialista destaca que o lado psicológico foi uma preocupação adicional que o setor teve que lidar. “A pandemia nos trouxe muitos ensinamentos e desafios. Tanto no plano técnico e de logística, como na parte motivacional e de gestão das pessoas. Foi preciso lidarmos com as angústias e dúvidas dos nossos colaboradores. Afinal, eles estavam trabalhando próximos a um ambiente com elevado risco de contaminação, inclusive no pior momento da pandemia. ”

Castro lembra que, com a piora da pandemia, os profissionais começaram a demonstrar receios. “A parte humana, de entender o medo, dar respaldo e amparo aos nossos colaboradores foi essencial para lidarmos com a situação. Ao ouvirmos suas preocupações, decidimos usar macacões especiais que cobriam todas as partes do corpo, indo além do que preconizavam os protocolos, para que se sentissem ainda mais seguros. A partir daí, conseguimos manter os nossos colaboradores confiantes para seguirem trabalhando. Nesta obra em específico, com o engajamento de todos e com os controles adotados, não tivemos nenhuma infecção por Covid, mesmo no momento mais crítico da pandemia. Em geral, nossas obras tiveram um baixíssimo número de contaminados. E mesmo com todas as dificuldades, as obras não sofreram atrasos, o que garantiu que as entregas se concretizassem dentro do esperado”, finaliza.

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