Gestão e Qualidade | 29 de julho de 2026

Gestão financeira é o elo mais frágil da radiologia no Brasil, aponta Pixeon

Apenas 24% das clínicas têm controle financeiro automatizado, o que enfraquece a precificação de exames e a negociação com operadoras.
Gestão financeira é o elo mais frágil da radiologia no Brasil, aponta Pixeon

A gestão financeira é hoje o ponto mais frágil dos centros de radiologia no Brasil. Levantamento da Pixeon aponta que 55% das instituições não conhecem com precisão o custo dos procedimentos que realizam e apenas 24% mantêm controle financeiro totalmente automatizado.

O dado vem do Monitor Nacional de Eficiência Pixeon, que ouviu 89 instituições de radiologia em todo o país entre fevereiro e março de 2026. O estudo — conduzido pela própria Pixeon, empresa de tecnologia que atende o setor de saúde — avalia o desempenho da radiologia a partir de quatro dimensões: clínica, operacional, financeira e de relacionamento.


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Crescimento sem visibilidade

Segundo o levantamento, 60% das instituições registraram crescimento de faturamento em 2025. O desempenho, porém, concentrou-se entre as que já possuem maior controle sobre indicadores financeiros e operacionais — sinal, para a Pixeon, de descompasso entre o avanço operacional e a maturidade na gestão do negócio.


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Sem custo, não há negociação

A falta de visibilidade sobre custos afeta diretamente a sustentabilidade das operações. Sem clareza sobre margens, clínicas e hospitais têm dificuldade para precificar serviços, priorizar procedimentos mais rentáveis e negociar reajustes com operadoras. O próprio estudo expõe uma contradição: 43% das instituições apontam o baixo repasse dos convênios como principal entrave ao crescimento, mas mais da metade não dispõe de dados suficientes para sustentar essa análise.


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O ciclo de receita agrava o quadro. O intervalo entre a realização do exame e o pagamento efetivo, somado a glosas e atrasos das operadoras, consome margens e exige capital de giro das instituições.


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Para Iomani Engelmann, co-CEO da Pixeon, o problema não está no volume de receita, mas na capacidade de gestão. “O setor avançou muito em tecnologia e operação, mas a gestão financeira ainda não acompanhou esse ritmo. Quando a instituição não tem clareza sobre seus custos e seu ciclo de receita, ela perde capacidade de decisão e fica mais exposta a riscos”, afirma.

O executivo acrescenta que crescimento não é, sozinho, sinal de saúde financeira. “Existe uma tendência de olhar o crescimento como principal indicador de sucesso, mas crescimento sem controle pode mascarar problemas estruturais”, diz. Para a Pixeon, cada camada de visibilidade adicionada à gestão aumenta a capacidade de crescer de forma sustentável.

Fundada em 2003, em Florianópolis, a Pixeon integra o grupo Vela LatAm, divisão da canadense Vela Software. Segundo a empresa, atende mais de 3 mil clientes e impacta mais de 50 milhões de pacientes por ano, com atuação também na Argentina, no Uruguai e no Peru. Entre suas plataformas está o sistema PACS Aurora.

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