Ministério da Saúde vai qualificar 1.000 profissionais no RS para ampliar a oferta de implante contraceptivo no SUS
Capacitação no Rio Grande do Sul integra estratégia nacional do Ministério da Saúde para ampliar o acesso ao implante contraceptivo no SUS, com foco na qualificação prática de profissionais e na expansão do planejamento reprodutivo.
O Ministério da Saúde inicia a segunda fase de oficinas de qualificação para profissionais de saúde no Brasil, com foco na inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel (Implanon) no SUS. A iniciativa busca ampliar o acesso a métodos contraceptivos e fortalecer a atenção à saúde sexual e reprodutiva.
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No Rio Grande do Sul, duas oficinas serão realizadas em Porto Alegre, nos dias 5 a 6 e 7 a 8 de maio, com previsão de treinar 1.000 profissionais, entre médicos e enfermeiros, da atenção primária. Cada turma contará com 500 participantes, capacitados para inserção do Implanon, orientação sobre métodos contraceptivos e diálogo sobre direitos sexuais e reprodutivos.
Oficinas pelo Brasil: teoria e prática com simuladores
O ciclo já passou por Vitória (ES), João Pessoa (PB), Recife (PE), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). Os treinamentos são presenciais, combinando teoria e prática com simuladores anatômicos, supervisionados por facilitadores do Ministério da Saúde.
Carga horária: 12h para enfermeiros | 6h para médicos
Objetivo: prática segura, cumprimento das normativas profissionais e fortalecimento da implementação local.
Expansão do Implanon no SUS
Em 2025, foram distribuídas 500 mil unidades do Implanon em todos os estados, priorizando municípios maiores e com maior vulnerabilidade social. No RS, 24.227 implantes já foram entregues. Para 2026, a previsão é de 1,3 milhão de unidades disponíveis para os municípios brasileiros.
As oficinas fazem parte de uma estratégia nacional que qualifica profissionais para inserção, retirada e manejo de intercorrências, com enfoque em direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e violências na atenção primária à saúde, além de integrar todos os métodos contraceptivos do SUS.
Primeiro ciclo: resultados e impacto
Entre outubro e dezembro de 2025, a primeira fase das oficinas percorreu 27 estados e 30 oficinas, capacitando cerca de 2,9 mil profissionais e gestores em 682 municípios. Aproximadamente 1,8 mil médicos e enfermeiros foram qualificados para realizar inserção e retirada do Implanon.
“A formação vai além da técnica. Trouxe discussões sobre políticas públicas e direitos sexuais e reprodutivos, além de mais segurança para realizar o procedimento”, destaca Ezequiel Martins, enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família em Brasília (DF).
Sobre o Implanon
O implante subdérmico de etonogestrel é altamente eficaz, com duração de até 3 anos, podendo ser substituído imediatamente após a remoção. A fertilidade retorna rapidamente.
O Implanon integra o portfólio gratuito do SUS, que inclui:
Preservativos externos e internos;
DIU de cobre;
Anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio;
Pílulas de emergência;
Laqueadura tubária bilateral e vasectomia.
Atenção: preservativos continuam sendo essenciais para prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).