Estatísticas e Análises | 6 de novembro de 2018

Mortes por melanoma aumenta entre homens, aponta estudo

Em contraponto, número de mortes diminuiu entre as mulheres
Mortes por melanoma aumenta entre homens, aponta estudo

O número de homens que morrem de melanoma maligno aumentou em todo o mundo. No entanto, o número de morte entre as mulheres está diminuindo. Estes são dados de um estudo apresentado durante a Conferência de Câncer do NCRI em 2018, que analisou os dados globais sobre mortes coletados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com foco em 33 países. E as informações revelaram que as taxas de mortalidade por melanoma nos homens estavam aumentando em todos os países analisados (com exceção da República Tcheca).

O trabalho foi apresentado pela médica do Royal Free London NHS Foundation Trust (foto), Dra. Dorothy Yang. “O principal fator de risco para o melanoma é a superexposição à radiação ultravioleta, seja pela exposição ao sol ou pelo câmaras de bronzeamento artificial. Apesar dos esforços de saúde pública para informar a sociedade e encorajar comportamentos inteligentes, a incidência de melanoma aumentou nas últimas décadas. No entanto, alguns relatórios identificaram sinais de estabilização e diminuíram as taxas de morte por melanoma em lugares como a Austrália e o norte da Europa “, disse Dorothy Yang.

Os pesquisadores estudaram as taxas de mortalidade categorizadas por idade nos 33 países entre 1985 e 2015, comparando as dos homens com as das mulheres e as tendências observadas ao longo do tempo. Os resultados mostraram que, em todos os países, as taxas foram maiores nos homens do que nas mulheres. Em geral, as maiores taxas de três anos para 2013-2015 foram encontradas na Austrália (5,72 por 100.000 homens e 2,53 por 100.000 em mulheres) e na Eslovênia (3,86 em homens e 2,58 em mulheres), e as mais baixas no Japão (0,24 em homens e 0,18 em mulheres).

Fator desconhecido

No entanto, o relatório não explica por que o número de casos em homens está aumentando e em mulheres não. “Mais pesquisas serão necessárias para explorar os fatores que causam essa situação, embora haja evidências que sugiram que os homens são menos propensos a se proteger do sol ou participar de campanhas de prevenção e conscientização sobre o melanoma. Também estudos que analisam fatores biológicos que podem ser responsáveis por essas diferenças entre homens e mulheres”.

De qualquer forma, esses resultados também sugerem que o melanoma continuará a ser um problema de saúde nos próximos anos e teremos que encontrar estratégias eficazes para diagnosticar com precisão e tratar pacientes com sucesso.

Brasil

Segundo informações do INCA, o melanoma cutâneo é um tipo de câncer de pele que tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, substância que determina a cor da pele) e tem predominância em adultos brancos. Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 30% de todos os tumores malignos registrados no País, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave devido à sua alta possibilidade de metástase.

É importante ressaltar que o bronzeamento artificial feito com raios ultravioleta artificias com uso de cabines/camas de bronzeamento foi proibido pela Anvisa em 2009. Em muitos países, ela ainda é utilizada. A França por exemplo, está discutindo banir estes equipamentos.

O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado nos estádios iniciais. Nos últimos anos, houve uma grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor.

Estimativa de novos casos: 6.260, sendo 2.920 homens e 3.340 mulheres (2018 – INCA)

Número de mortes: 1.547, sendo 903 homens e 644 mulheres (2013 – SIM)

Com informações do jornal ABC (Espanha) e INCA. Edição do Setor Saúde.

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