Tecnologia e Inovação | 30 de dezembro de 2014

Estudo faz descoberta que pode revolucionar o combate ao Alzheimer

Pesquisa “Alzheimer no Prato” mostra novos rumos para a criação de medicamentos
Alzheimer nem sempre começa com problemas de memória

Um recente estudo publicado no portal do Instituto Nacional de Saúde (NIH, na sigla em inglês), dos EUA, conduzida por Rudolph Tanzi no Massachusetts General Hospital, em Boston, desenvolveu um novo modelo chamado de “Alzheimer no prato” (Alzheimer’s in a dish).

No mundo inteiro, pesquisadores buscam desenvolver tratamentos para ajudar pacientes com a doença de Alzheimer. O trabalho tem se mostrado extremamente desafiador por uma variedade de razões, incluindo a dificuldade de reproduzir a complexidade do cérebro em modelos laboratoriais. Entre os focos de estudos estão a estimulação magnética transcraniana  e o Tratamento Anti-Amiloide em Alzheimer Assintomático.
O grande trunfo da equipe liderada pelo Dr. Tanzi foi adicionar um modelo em 3D da doença. As tentativas anteriores de desenvolver células cerebrais humanas em laboratório era induzir a formação das placas e emaranhados característicos da doença de Alzheimer num sistema bidimensional. Neste ambiente (plano 2D), as placas e emaranhados simplesmente não aparecem. Foi Doo Yeon Kim, pesquisador do laboratório de Tanzi, quem sugeriu tentar cultivar células-tronco neurais em uma matriz de gel 3D.  O sistema permitiu que as células crescessem de forma mais natural e formar redes em 3D, assim como ocorrem no cérebro.
A equipe de Boston usou a engenharia genética para estimular as células-tronco neurais para produzir duas proteínas específicas características do Alzheimer: β-amilóide e tau. Nos cérebros de pacientes com a doença, a acumulação excessiva de β-amilóides leva à formação de placas nos espaços entre as células neurais, enquanto a tau é o componente principal de emaranhados neurofibrilares destrutivos no interior das células. Emaranhado Fibrilar é uma expressão que descreve o aparecimento dentro dos neurônios de uma proteína citoesquelética densa.

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