Gestão e Qualidade, Jurídico | 4 de setembro de 2022

CNSaúde divulga nota sobre a decisão que suspende o pagamento do Piso da Enfermagem

Para a entidade, "a decisão permite que, com mais tempo, se construam soluções para a valorização da enfermagem, o que passa pelo Congresso Nacional definir fontes de custeio para fazer frente ao enorme impacto financeiro de mais de 16 bilhões de reais causado pela nova Lei"
CNSaúde divulga nota sobre a decisão que suspende o pagamento do Piso da Enfermagem

Após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, que concedeu medida cautelar neste domingo (4), para suspender os efeitos da Lei 14.434/2022 (Piso Nacional da Enfermagem), a entidade requerente da ação, CNSaúde (Confederação Nacional da Saúde), emitiu nota defendendo a decisão do jurista.

Segundo a entidade que representa hospitais, clínicas e demais empresas prestadoras de serviços no setor da saúde, a “decisão permite que, com mais tempo, se construam soluções para a valorização da enfermagem, o que passa pelo Congresso Nacional definir fontes de custeio para fazer frente ao enorme impacto financeiro de mais de 16 bilhões de reais causado pela nova Lei.”

A entidade reforça que “a medida reconhece que a Lei, sem a aprovação das devidas fontes de custeio, representaria uma ameaça aos empregos da enfermagem, profissão que merece valorização e muito respeito.” 


PUBLICIDADE

banner_setor_saude_-_600x313px_2


Fechamento de hospitais, clínicas de diálise e de cuidados de idosos

A CNSaúde esclarece que a Lei causaria de imediato o fechamento de vários serviços de saúde, como hospitais filantrópicos, clínicas de diálise e de cuidados de idosos (como as ILPIs) por todo Brasil, além de pequenos hospitais privados, levando ao desemprego e à desassistência, principalmente aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “A Lei traria, por fim, um enorme impacto nas finanças e nos sistemas previdenciários dos municípios e dos estados”, completa a nota.

A entidade já vinha alertando a Câmara dos Deputados e o Senado da necessidade de não prever apenas o impacto financeiro, mas igualmente definir a origem do custeio. Porém, o projeto de lei percorreu todos os trâmites no Congresso até a sanção presidencial, no dia 4 de agosto, sem qualquer ação prática dos parlamentares em relação ao imbróglio.

Leia o documento completo abaixo:

nota-imprensa-adi7222

 

 

 

 



VEJA TAMBÉM