Gestão e Qualidade | 1 de abril de 2026

Reajuste de medicamentos entra em vigor e pressiona custos corporativos: quem paga essa conta?

Alta nos preços impacta adesão a tratamentos, eleva riscos assistenciais e pode pressionar ainda mais os planos de saúde empresariais.
Reajuste de medicamentos entra em vigor e pressiona custos corporativos quem paga essa conta

O reajuste anual dos preços máximos de medicamentos no Brasil entra em vigor nesta terça-feira (1º), definido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão vinculado à Anvisa. O teto autorizado chega a 3,81%, com média ponderada estimada em 1,95%, segundo o Sindusfarma.


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Embora o impacto seja imediato no bolso do trabalhador, os efeitos indiretos recaem com força crescente sobre as empresas — especialmente na gestão de saúde corporativa e nos custos assistenciais de longo prazo.


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Interrupção de tratamento: o custo invisível que chega depois

O aumento no preço dos medicamentos pode desencadear uma cadeia silenciosa de eventos críticos dentro das organizações. A principal consequência é a interrupção de tratamentos, sobretudo entre colaboradores que arcam com seus próprios custos de saúde.


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“Quando o preço do remédio sobe e o empregador não oferece suporte, o colaborador tende a uma decisão que passa despercebida pelo RH: interromper o tratamento. Para quem convive com hipertensão, diabetes, colesterol alto ou algum transtorno de saúde mental, essa interrupção é o início de uma trajetória que reaparece nas contas da empresa meses depois, como internação, afastamento prolongado ou queda de produtividade que nenhuma pesquisa de clima consegue mapear”, explica Luis Gonzalez, cofundador e CEO da Vidalink.

Saúde mental nas empresas: um cenário crítico

Dados da Vidalink, que monitora 1,1 milhão de trabalhadores em todo o país, revelam um cenário preocupante sobre saúde mental no ambiente corporativo. As informações, combinadas com o Check-up de Bem-estar 2025 — estudo conduzido com 11.600 profissionais de 250 empresas — mostram:

  • 1 em cada 12 colaboradores já utiliza medicação para saúde mental;

  • Mulheres representam quase 62% desse consumo;

  • 63% dos profissionais relatam ansiedade, angústia ou desmotivação na maior parte do tempo;

  • O uso de medicamentos para saúde mental cresceu em todas as faixas etárias; na Geração Z, a alta foi de 7,9% em 2024;

  • 31% dos trabalhadores não adotam nenhuma ação para cuidar da saúde mental; entre mulheres pretas e pardas, o índice sobe para 46%.

Esse cenário se agrava quando associado à baixa adesão ao tratamento de doenças crônicas.

Doenças crônicas e sinistralidade: a equação que impacta o RH

A interrupção de tratamentos para diabetes, hipertensão e colesterol alto, muitas vezes por razões financeiras, está diretamente ligada ao aumento de internações evitáveis — um dos principais fatores de pressão sobre a sinistralidade dos planos de saúde corporativos.

Em 2025, os reajustes desses planos já variaram entre 14% e 19%, segundo a Pesquisa de Benefícios Corporativos da Pipo Saúde.

“O Plano de Medicamentos é infinitamente mais barato do que uma internação por hipertensão, diabetes ou outras doenças crônicas. A adesão ao tratamento é o que equilibra o plano de saúde.”, explica a Dra. Regina Sobreiro, médica parceira da Vidalink.

O cálculo que o RH ainda não faz (mas deveria)

Apesar da relação direta entre acesso a medicamentos e redução de custos assistenciais, essa conexão ainda não é plenamente incorporada às estratégias de RH.

Para apoiar essa análise, a Vidalink desenvolveu uma Calculadora de ROI gratuita, que projeta o retorno financeiro de um Plano de Medicamentos com base em dados científicos consolidados, como Framingham Heart Study, VIGITEL e Covitel.

Acesse a ferramenta: https://conteudo.vidalink.com.br/calculadora-roi-vidalink

A ferramenta considera dois principais vetores de economia:

  • Redução de custos com internações evitáveis (infarto, AVC e complicações crônicas);

  • Diminuição de afastamentos e perdas de produtividade associadas à saúde mental.

O resultado é apresentado em economia anual estimada e ROI por real investido, permitindo uma abordagem mais estratégica e financeira da saúde corporativa.

“Quando o preço do remédio sobe, a primeira reação do trabalhador é cortar a despesa. A empresa não vê isso acontecer. Vê apenas, meses depois, o reajuste do plano de saúde e a conta da internação. O Plano de Medicamentos é o que evita esse ciclo.”, acrescenta Gonzalez.

Estratégia corporativa: benefício ou gestão de risco?

Em um cenário de pressão orçamentária, benefícios de bem-estar costumam ser os primeiros a sofrer cortes. No entanto, especialistas apontam que o acesso a medicamentos deve ser tratado como ferramenta de gestão de risco e eficiência financeira, e não apenas como benefício.

Vidalink: pioneira na oferta de Plano de Medicamentos para colaboradores

A Vidalink é a maior empresa de planos de bem-estar corporativo do Brasil e pioneira na oferta de Plano de Medicamentos para colaboradores, com cobertura nacional e operação 100% digital.

Por meio de um aplicativo único, a empresa integra saúde física e mental, promovendo uma abordagem de bem-estar 360º.

O Plano de Medicamentos funciona como um aumento salarial indireto, com custo até 85% menor para a empresa em comparação ao repasse direto em folha. Para o colaborador, oferece uma experiência simples e segura, com sistema antifraude.

A companhia também disponibiliza ferramentas de gestão e inteligência para o RH, como:

  • Portal Empresas;

  • Dashboard Médico;

  • Check-up de Bem-Estar.

Com mais de 25 anos de atuação, a Vidalink atende mais de 850 empresas e 4 milhões de usuários, incluindo grandes organizações como Apple, iFood, Johnson & Johnson, Pirelli, Ipiranga, Tim, Vivo e Warner Bros.

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