Tecnologia e Inovação | 20 de agosto de 2025

Cinco mulheres, um mesmo dia e um passo histórico no tratamento do câncer de mama

Hcor realiza, de forma pioneira no Brasil, cinco procedimentos de crioablação no mesmo dia, marcando um avanço decisivo na busca por tratamentos menos invasivos, mais seguros e acessíveis. A pesquisa é realizada em parceria com a Unifesp, a Finep e a KTR Medical, distribuidora da IceCure no Brasil.
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Cinco mulheres, unidas pela mesma luta contra o câncer de mama, viveram juntas um momento inédito: foram submetidas, no mesmo dia, ao procedimento pioneiro de crioablação. A intervenção fez parte do Estudo SIX, a maior pesquisa internacional em andamento sobre essa técnica minimamente invasiva. Realizada no Hcor, em São Paulo, a iniciativa representa mais do que um avanço médico, é um marco de esperança para milhares de pacientes diagnosticadas anualmente com a doença no Brasil.


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A crioablação consiste no congelamento do tumor a -170°C por meio de uma agulha fina guiada por imagem, sem necessidade de cirurgia, internação ou anestesia geral. O procedimento é realizado em cerca de 30 minutos e permite que a paciente volte para casa no mesmo dia. Essa nova abordagem pode mudar radicalmente o futuro do tratamento do câncer de mama em estágios iniciais.


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“Trata-se de um estudo robusto, com potencial de transformar a prática clínica. Um tratamento eficaz, seguro e com muito menos complicações e impactos para a vida da paciente. Poder liderar essa pesquisa é motivo de orgulho para o Hcor”, afirma Dr. Alexandre Biasi, superintendente de Ensino e Pesquisa do hospital.

A pesquisa clínica é coordenada pela mastologista Dra. Vanessa Sanvido, diretora e pesquisadora principal do Estudo SIX. Segundo ela, o objetivo é comprovar que a crioablação tem eficácia semelhante à cirurgia tradicional para tumores de até 2 cm, sem envolvimento axilar, e que pode se tornar uma alternativa segura, rápida e com menor impacto físico e emocional.

“Nosso propósito é ampliar o acesso, evitar internações e oferecer uma recuperação mais rápida, sem cicatrizes cirúrgicas. Isso é especialmente relevante para pacientes que enfrentam longas filas por tratamento”, explica a Dra. Vanessa.


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A KTR Medical, distribuidora da IceCure no Brasil, é uma das apoiadoras do estudo e fornece a tecnologia de crioablação utilizada. A participação da empresa reforça a importância da cooperação entre ciência, setor privado e instituições de saúde para promover inovação com impacto social.

Segundo Freddy Sassoun, CEO do Grupo KTR, a crioablação é uma tecnologia que destrói o tumor por meio do congelamento, em um procedimento minimamente invasivo, guiado por ultrassom é realizado com anestesia local, o que representa um impacto significativamente menor para a paciente em comparação com a cirurgia tradicional.


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A tecnologia teve início em Israel, conforme destaca o executivo, país onde a KTR mantém uma equipe médica dedicada a buscar soluções disruptivas para trazer ao Brasil. Para Freddy, o propósito é claro: oferecer tecnologias acessíveis que ajudem a cuidar e salvar vidas.

Com mais de 750 mulheres previstas para participarem da pesquisa, a expectativa é que os resultados sustentem a inclusão da crioablação no rol de procedimentos cobertos por planos de saúde e, futuramente, também no SUS.

Dr. Afonso Nazário, chefe da Mastologia da Unifesp e líder da Mastologia do Hcor, esclarece que a primeira fase do estudo foi concluída no ano passado com resultados altamente promissores: a crioablação demonstrou 100% de eficácia nos casos de tumores com até 2 centímetros.

“É uma pesquisa inédita na América Latina e com potencial real de transformar o tratamento do câncer de mama. Agora, em março, demos início à fase mais robusta do estudo, com um número maior de pacientes e metodologia comparativa. Um grupo será tratado com crioablação, enquanto o outro seguirá com a cirurgia tradicional. A partir disso, vamos acompanhar a taxa de recorrência e a sobrevida das pacientes ao longo de dois a cinco anos. Ao todo, o estudo deve envolver cerca de 750 mulheres, em 15 hospitais do Brasil”, explica.

Mais do que dados e técnicas, a realização simultânea dos cinco procedimentos simboliza o poder da ciência quando conectada ao cuidado humanizado. E é um lembrete de que cada avanço começa com a coragem de quem aceita participar de algo maior.

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