Gestão e Qualidade | 30 de outubro de 2020

Santa Casa de Porto Alegre inicia Programa de Cirurgia Fetal com procedimento raro e inédito no RS

Cirurgia marca o início dos procedimentos intrauterinas do Instituto Materno-Fetal Celso Rigo
Santa Casa de Porto Alegre inicia Programa de Cirurgia Fetal com procedimento raro e inédito no RS

A Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre realizou, no final de setembro, a primeira abordagem intrauterina de teratoma sacrococcígeo fetal do Rio Grande do Sul. O procedimento cirúrgico, que consistiu no esvaziamento de cisto fetal por meio de uma punção guiada por ecografia, marcou o início das cirurgias intrauterinas do Instituto Materno-Fetal Celso Rigo. Trata-se de um centro único na América do Sul dedicado à saúde de gestantes e bebês, ainda na vida fetal, com a mesma estrutura funcional e organizacional de serviço existente em Barcelona, que chegou à Santa Casa pela iniciativa do cirurgião cardiovascular e diretor médico do Hospital da Criança Santo Antônio e do Hospital São Francisco, Fernando Lucchese.

O Instituto é coordenado pelo cardiologista pediátrico Marcelo Brandão da Silva e de acordo com a Santa Casa, o Programa de Cirurgia Fetal foi desenvolvido seguindo as orientações da equipe catalã e coordenado pela médica Talita Michelletti Helfer, especialista formada em Barcelona. As atividades são realizadas em áreas desenvolvidas e equipadas especialmente para esta finalidade, localizadas no Hospital da Criança Santo Antônio e junto ao novo Centro Obstétrico do Hospital Santa Clara, da Santa Casa.

Santa Casa de Porto Alegre inicia Programa de Cirurgia Fetal com procedimento raro e inédito no RS_

Teratoma sacrococcígeo fetal

A gestante submetida ao procedimento recebeu o diagnóstico de teratoma sacrococcígeo fetal (um tumor grande na região do sacro e cóccix) enquanto fazia o pré-natal na sua cidade de origem, no norte do país, resultando em uma mudança para o Rio Grande do Sul para ser acompanhada por equipe especializada na Santa Casa de Porto Alegre. Segundo Talita Micheletti Helfer, a cirurgia é pouco frequente devido à raridade do caso.


“Ela (a cirurgia) foi realizada para evitar complicações para a mãe e para o feto durante o nascimento. O maior desafio foi evitar a prematuridade, pois o procedimento em si pode representar um risco de perda de líquido amniótico ou de contrações antes do tempo”, explica. A intervenção, que levou em torno de 40 minutos, foi assessorada e acompanhada pelo médico responsável pela Medicina Fetal Barcelona, Eduard Gratacós.


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O bebê, que estava com idade gestacional de 32 semanas quando passou pelo procedimento, nasceu no último dia 13. A equipe envolvida no caso, a partir do nascimento do bebê, é composta pelo cirurgião pediátrico Rafael Deyl e pelos neurocirurgiões pediátricos André Bedin e Jorge Bizzi, além da equipe da nova UTI neonatal da Santa Casa.

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