Estatísticas e Análises, Mundo | 17 de fevereiro de 2020

Diretor de hospital morre na China por Covid-19

Doença já causou mais de 1,7 mil mortes no mundo
Diretor de hospital morre na China por Covid-19

Um diretor de um hospital morreu na China (em Wuhan) pelo Covid-19, nome dado à doença causada pelo novo coronavírus, de acordo com o jornal estatal chinês People’s Daily, na segunda-feira (17). De acordo com o periódico, Liu Zhiming, que trabalhava no hospital Wuchang, é o primeiro diretor de hospital a morrer por causa da doença. Existe uma grande preocupação com os profissionais de saúde da área assistencial que atendem diretamente os doentes. O diretor pode ter se infectado em interação com os enfermeiros ou médicos que atendem os internados, especulam autoridades.

A morte do diretor, em Wuhan, capital da província de Hubei, ocorreu onde o surto de Covid-19 surgiu, em 31 de dezembro do ano passado – de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 94% dos novos casos continuam vindo da província.

O Covid-19 já causou mais de 1,7 mil mortes no mundo, até o dia 17 de fevereiro. Quase todas as mortes ocorreram na China, país de origem do novo vírus (também ocorreram mortes na França, Japão, Taiwan, Hong Kong, Filipina – cada país registra uma morte pela doença). Já são 71.902 casos confirmados da doença, sendo 70.554 na China.

Mapa em tempo real atualiza situação da doença pelo mundo

Para acompanhar em tempo real os números confirmados pelo mundo, o Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins (EUA) desenvolveu um site de monitoramento da propagação do coronavírus em todos os países do mundo. O site apresenta um gráfico com dados em tempo real, tendo como fonte os números fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e de centros de controle da doença de diferentes países.

Mapa em tempo real demonstra situação do novo coronavírus pelo mundo_ss

Cruzeiro Diamond Princess registra 454 casos da doença 

O cruzeiro Diamond Princess registra 454 casos de Covid-19 (até 17 de fevereiro). No dia 4 de fevereiro, o navio estava nas águas japonesas quando dez passageiros foram diagnosticados com a doença. Desde então, 3.700 passageiros e tripulantes foram colocados em quarentena pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão.

Brasil

Na segunda-feira (17), o Ministério da Saúde informou, em entrevista coletiva, que o Brasil registra apenas três casos suspeitos do novo coronavírus (dois casos em São Paulo e um no Rio Grande do Sul). Além disso, a pasta informa que 45 casos já foram descartados – até o momento, o país não registra nenhum caso da doença.

Primeiro alerta ainda em 2019

No dia 31 de dezembro de 2019, a OMS emitiu o primeiro alerta para a doença, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China. A primeira morte pela doença foi confirmada no início de janeiro.

Novo coronavírus

O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros coronavírus foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.

Os coronavírus são a segunda principal causa do resfriado comum (após rinovírus) e, até as últimas décadas, raramente causavam doenças mais graves em humanos do que o resfriado comum.

Há sete coronavírus humanos (HCoVs) conhecidos, entre eles o SARS-COV (que causa síndrome respiratória aguda grave), o MERS-COV (síndrome respiratória do Oriente Médio) e o COVID-19.

Casos de doenças causadas pelo novo coronavírus (Covid-19) foram notificados pela primeira vez em 31 de dezembro de 2019, na República Popular da China. Atualmente, 26 países já confirmaram casos – a maioria deles na China. No Brasil, assim como em toda a América Latina e Caribe, não há casos confirmados do novo coronavírus.

O vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa. Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.

Para prevenção da doença, a OMS recomenda higienização das mãos, cobrir a boca e o nariz ao espirrar e cozinhar bem carnes e ovos. A doença ainda não possui vacina.

Com informações do Ministério da Saúde, John Hopkins e OMS. Edição do Setor Saúde.

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