Política | 24 de março de 2023

AMRIGS manifesta inconformidade com atuação de médicos sem a devida revalidação de diploma

"Reforçamos que o Revalida é um procedimento responsável por garantir a boa prática médica" diz o vice-presidente Dr. Paulo Morassutti
AMRIGS manifesta inconformidade com atuação de médicos sem a devida revalidação de diploma no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na segunda-feira (20), a retomada do programa Mais Médicos, com a abertura de 15 mil novas vagas. A medida foi recebida com preocupação pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS).

“Reforçamos que o Revalida é um procedimento responsável por garantir a boa prática médica, forma pela qual o Estado avalia a capacitação dos profissionais formados com o propósito de evitar a deterioração do nível de atendimento à população. Nosso compromisso é cuidar da saúde da população gaúcha. Por isso, defendemos, honramos e qualificamos o médico para o serviço à sociedade. Não podemos aceitar que profissionais sem a devida capacitação atendam as nossas famílias. Com o propósito de promover as melhores práticas da Medicina e de contribuir para melhor qualificação de profissionais da saúde, a AMRIGS está unida com as demais entidades médicas para juntas tomarem todas as providências possíveis para que se mantenha a revalidação do diploma e o registro de atividade no Conselho Regional de Medicina”, afirmou o vice-presidente da AMRIGS, Dr. Paulo Morassutti.


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O Programa Mais Médicos foi criado em 2013 pelo Governo Federal do Brasil, com o objetivo de ampliar o acesso aos serviços de saúde para as populações que vivem em áreas mais remotas e carentes do país. Os médicos são contratados por meio de um edital e recebem uma bolsa mensal para trabalhar nessas áreas, além de moradia e alimentação. 

No governo de Jair Bolsonaro, o programa foi relançado como “Médicos pelo Brasil” e teve suas regras alteradas. Com a retomada do Mais Médicos, o Ministério da Saúde da gestão atual anunciou que vai aperfeiçoar o programa com ações para além do provimento de médicos. 


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Uma das ações previstas pelo novo governo para enfrentar um dos maiores entraves que é a desistência de médicos em participar do programa, será a ampliação do número de vagas de residência nas áreas prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

 



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