Geral | 3 de setembro de 2013

Teste NAT garante transfusão de sangue mais segura

Grupo de Hemoterapia da FEHOSUL reivindica, junto à ANS, a inclusão do teste nos planos de saúde
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O Grupo de Hemoterapia do Rio Grande do Sul, coordenado pela FEHOSUL, tem realizado frequentes reuniões para tratar de temas relativos ao setor. Entre as pautas mais importantes está a inclusão do teste NAT (Nucleic Acid Test) no Rol obrigatório mínimo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Atualmente, as operadoras de planos de saúde não são obrigadas a cobri-lo.

“Atualmente só no Sistema Público ele é obrigatório, mas esperamos que entre também na Saúde Suplementar”, salienta o dr. Cláudio Baumgarten, hematologista da clínica Hemovida, de Novo Hamburgo, e um dos integrantes do Grupo da FEHOSUL.

Os testes NAT identificam doenças como HIV, Hepatite B (HBV) e Hepatite C (HCV) na sorologia dos doadores de sangue. O exame de biologia molecular pesquisa o RNA e/ou DNA dos vírus (antígenos) do HIV, Hepatite B e Hepatite C, o que o torna mais rápido e seguro em relação aos tradicionais testes comerciais (como o ELISA).

“As bolsas de sangue são submetidas a testes de sorologia, que detectam HIV, hepatite, doença de chagas, HTLV (vírus linfotrópico da célula humana) e hemoglobina, mas geralmente busca o anticorpo. Existe uma janela imunológica, um período em que o teste se torna capaz de diagnosticar alguma doença. O Nat busca evidências no DNA, a carga viral propriamente dita. A transfusão de sangue fica muito mais segura”, explica o dr. Baumgarten.

A grande vantagem do NAT em relação aos demais testes é a redução da janela imunológica – período em que os anticorpos não são detectados. No caso do HIV, ela cai de 22 para 8 dias. Para identificar a Hepatite B, este mesmo período diminui de 60 para 10 dias; e para a Hepatite tipo C, a redução é de 70 para 10 dias.

Dr. Cláudio Baumgarten revela que já oferece o NAT para seus clientes. “Aqui em Novo Hamburgo já fazemos, tanto para o sistema público quanto para o suplementar, mesmo que ainda não se cobre de todos os planos de saúde. É um teste de alta complexidade, com equipamentos de ultima geração. Mas com as plataformas que temos hoje em dia nos hospitais e clínicas do Brasil, dá para se fazer o NAT em todo território”, conclui.

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