Tacchini inaugura Medical Center com investimento de R$ 36 milhões e aposta em digitalização e experiência do paciente
Nova unidade em Bento Gonçalves integra tecnologia avançada, check-in digital e modelo centrado no paciente para ampliar eficiência e acesso na saúde.
O Tacchini Saúde inaugurou, na terça-feira (24), o Tacchini Medical Center, em Bento Gonçalves (RS). A cerimônia reuniu aproximadamente 150 convidados, entre autoridades e lideranças, e marcou a entrega de um dos principais investimentos recentes em saúde na Serra Gaúcha. A nova estrutura do Tacchini foi concebida a partir de um princípio estratégico claro: transformar a experiência do paciente com base em dados reais de uso e percepção.
O investimento de R$ 36 milhões foi viabilizado por meio de parceria com o Sicredi, permitindo ao Tacchini expandir sua capacidade e qualificar a oferta tanto para os cerca de 40 mil beneficiários do Tacchimed quanto para pacientes particulares. Segundo a instituição, o novo centro posiciona-se entre os mais avançados do Estado em atendimento, tecnologia, inovação e infraestrutura.

O descerramento da placa inaugural foi realizado por lideranças do Tacchini Saúde e representantes do poder público. Participaram do ato Leonardo Giordani, Jordano Zanesco e Guilherme Salton, presidente, 1º vice e 2º vice do Conselho de Administração respectivamente, o CEO do Tacchini Saúde, Hilton Mancio, o prefeito Diogo Siqueira e do presidente da Câmara de Vereadores, Anderson Zanella. O momento marcou não apenas a entrega de uma nova estrutura, mas a concretização de um projeto estratégico voltado à elevação do padrão assistencial e da experiência do paciente.

Escuta direta dos clientes e colaboradores
Conforme o CEO do Tacchini Saúde, Hilton Mancio, o projeto não partiu de uma visão teórica, mas da escuta direta dos clientes e colaboradores ao longo do tempo.
“Quando começamos esse projeto, nós já tínhamos um conjunto de informações do que os clientes nos sinalizavam no uso das nossas estruturas. E, a partir disso, começamos a corrigir o que não funcionava.”
O executivo reforça que a proposta foi aplicar, de forma concreta, um conceito amplamente discutido no setor:
“Nós fizemos o que muito se fala na saúde, mas poucos praticam: colocar o cliente no centro.”
“O nosso cliente nos dizia que queria agilidade, segurança, tecnologia, conforto, privacidade. Seguramente são palavras que estão na cabeça de todos, mas nós trabalhamos cada uma delas dentro desse empreendimento.”

“Não temos guichês de atendimento, tão pouco balcões, a gente não tem mesas. Isto porque queremos que nossos colaboradores estejam próximos dos clientes, que não tivessem barreiras entre as pessoas que estão atendendo e a pessoa que está recebendo o serviço. Foram soluções diferentes pensadas para diferentes públicos.”
Centralidade no paciente traduzida em operação
A lógica de centralidade foi implementada no desenho dos fluxos assistenciais e na organização física da unidade, com foco em eficiência, privacidade e adequação às diferentes jornadas clínicas.
“O cliente queria agilidade, então construímos processos para acesso rápido ao serviço. O cliente queria privacidade, então desenhamos modelos que garantem conforto e diferenciação.”

Um dos exemplos destacados é a segmentação das áreas de recuperação:
“Nós temos três salas de recuperação, porque existem públicos com necessidades diferentes. O paciente oftalmológico está separado do paciente cirúrgico, e daquele que realiza endoscopia ou colonoscopia.”
Outro destaque é a oftalmologia que há alguns anos estava sendo centralizada em Carlos Barbosa e que agora retorna à Bento Gonçalves. O espaço chega com estrutura preparada para realizar novas cirurgias de baixa e média complexidade, incluindo procedimentos como vitrectomia para tratamento de retina, ampliando o acesso a técnicas antes restritas a grandes centros. Além disso, o deslocamento do paciente após a cirurgia é todo feito em um poltrona, sem o cliente precisar se levantar ou caminhar, diminuindo movimentos que atrapalhem o pós-operatório.”
Nos exames que exigem preparo específico, a estrutura incorpora soluções voltadas à experiência:
“Para exames como endoscopia e colonoscopia, o paciente tem um quarto com banheiro próprio, o que garante mais comodidade e privacidade durante o preparo.”
A organização da jornada também contempla familiares:
“Criamos espaços para que a família possa conversar com o médico em total privacidade. Temos salas específicas em que o cirurgião chama a família e de uma janela junto ao centro cirúrgico, passa os detalhes de como foi a cirurgia, segundos após ele sair da sala de cirurgia.”

Sala exclusiva para familiares ou acompanhantes aguardarem enquanto o paciente é atendido.
‘E ainda, criamos ambientes adequados e privativos para uma espera menos desgastante. Ali é possível o familiar trabalhar ou descansar enquanto o paciente está em cirurgia ou fazendo um check-up completo, que dura algumas horas. É um espaço separado do público em geral.”
Digitalização como base de eficiência
Outro eixo central do modelo é a digitalização completa da jornada do paciente, reduzindo etapas administrativas e ampliando a produtividade operacional.
Mancio destaca o nível de automação já alcançado:
“Hoje, 98,6% de tudo o que o médico solicita tem autorização automática no sistema.”
Com isso, o paciente sai da consulta com o processo resolvido:
“O cliente rapidamente tem seus exames aprovados. Se utilizar o aplicativo, ele consegue agendar diretamente.”

O acesso à unidade também foi redesenhado:
“Ele pode fazer o check-in pelo aplicativo e, ao chegar, acessa como em um aeroporto: gera um QR Code, passa e entra direto na área de atendimento.”
Não há totens ou balcões de atendimento. Atendentes ficarão circulando com tablets juntos aos clientes para agilizar o processo para quem ainda não está habituado ao modelo digital.
Para o executivo, esse modelo elimina barreiras históricas do setor:
“Nós precisamos ter uma operação a serviço do cliente, não a serviço da operadora.”
Assistência orientada para o beneficiário: menos burocracia permite maior controle e agilidade
A integração entre assistência e financiamento é outro pilar estratégico da organização.
Mancio explica que o movimento ocorreu de forma estruturada ao longo do tempo:
“O hospital tem mais de 100 anos e a operadora foi criada há 46 anos para garantir a sua sustentabilidade. Não foi a operadora que verticalizou o hospital — foi o hospital que criou sua fonte de financiamento.”

Esse modelo permite maior controle e agilidade:
“Eu não posso travar o cliente. Ele é quem compra o plano. Eu preciso facilitar a vida dele.”
Ao comparar com práticas de mercado, o executivo aponta desafios:
“Em muitos casos, há burocracia excessiva para autorização de procedimentos. Isso inviabiliza a operação dentro de um modelo mais eficiente.”
Relação com médicos e redução de fricções
A integração também impacta diretamente a relação com o corpo clínico.
“Se o médico fez o pedido, o cliente está regular e o procedimento está dentro das diretrizes, o sistema autoriza. Não há bloqueios desnecessários.”
Ele destaca que eventuais divergências são tratadas posteriormente:
“Se houver alguma divergência, a auditoria conversa com o médico depois. O importante é não travar o acesso.”
Tecnologia como diferencial de valor
A estrutura incorpora soluções tecnológicas avançadas, com foco em qualidade assistencial e resolutividade.
“A tecnologia que está dentro do bloco é extremamente avançada. Temos inteligência artificial integrada e câmeras que permitem transmissão de cirurgias para ensino e acompanhamento.”

Apesar disso, o executivo ressalta que tecnologia, isoladamente, não é o principal diferencial:
“O mais relevante são os detalhes da experiência que o cliente vai perceber no uso do serviço.”
Mancio sabe que estas inovações exigem uma mudança de cultura importante. Mas a instituição está pronta e ciente das dificuldades iniciais.
“Vai sim levar um tempinho para o nosso cliente entender este atendimento sem balcões. Mas com a prática rodando, temos a certeza de que a agilidade irá fazer com o valor do serviço percebido se eleve ainda mais.”
Estratégia para mercados regionais
Inserido em um mercado regional, o modelo também responde a uma lógica de fidelização e relacionamento.
“Estamos em um mercado menor, então precisamos estabelecer uma relação diferente com o cliente, garantindo que ele permaneça na nossa estrutura.”
Governança e visão de longo prazo
O modelo de governança é apontado como um fator crítico para a execução da estratégia. Mancio destacou o importante papel do Conselho de Administração na viabilização do projeto, ressaltando a importância de uma governança com visão de longo prazo.
Segundo ele, o modelo adotado garante continuidade estratégica, já que os conselheiros permanecem por ciclos estendidos no conselho, o que permite consistência na tomada de decisão e sustentação de projetos estruturantes.
“Temos também uma estrutura em que os líderes permanecem por muitos anos no ciclo de gestão. Isso garante continuidade e visão de longo prazo.”

Sala Cirúrgica não possui fios aparentes, dispões de cama cirúrgica de última geração que impede o surgimento de escaras – feridas que ocorrem em regiões que ficam sob pressão – conta ainda com iluminação focal que não cria sombras, facilitando a visão do cirurgião e equipe.
“Laboratório de inovação” para a expansão e próximos movimentos
A nova unidade é parte de um plano mais amplo de crescimento e integração de serviços.
“Esse empreendimento funciona como um laboratório de inovação que será replicado nas demais unidades.”
Entre os próximos investimentos:
“Temos um novo hospital que segue em desenvolvimento, o Hospital Tacchimed, que já tem toda a sua estrutura edificada. No futuro esta unidade terá cerca de 120 leitos, além de uma estrutura de reabilitação com aproximadamente 4 mil metros quadrados e expansão dos ambulatórios.”
A previsão é de consolidação nos próximos anos:
“Entre 2027 e 2028 teremos essa estrutura completa entregue ao cliente.”

Fabiane Dolinski (Gerente do Tacchini Medical Center e Medicina Diagnóstica do Tacchini) explica tecnologias e detalha sobre os fluxos de pacientes aos convidados.
Cultura organizacional e execução
Mancio destaca o papel das equipes na construção do projeto:
“Essa entrega é resultado de um trabalho coletivo. Não é apenas de médicos ou engenheiros. Envolve toda a operação, incluindo equipes de apoio que impactam diretamente a experiência do cliente. E quando falo em todos, digo ouvir o pessoal de limpeza também.”

Parceiros de peso
O projeto contou com a participação de parceiros estratégicos responsáveis pela entrega de soluções tecnológicas e assistenciais de alto padrão. Entre os destaques estão a MV, na digitalização da jornada e sistemas de gestão, e o Fleury/Laboratório Weinmann, na área de diagnóstico de qualidade e acesso a exames internacionais.
Também contribuíram fornecedores especializados em infraestrutura cirúrgica, como a MA Hospitalar (instalações), STRYKER (equipamentos cirúrgicos) e Getinge (mesas e soluções para centro cirúrgico), além de empresas responsáveis pela integração tecnológica do ambiente.

A estrutura tem como característica arquitetônica espaços e corredoras amplos, diminuindo a sensação de claustrofobia, explicou a Fabiane Dolinski. Segundo a Gerente do Tacchini Medical Center, este pedido surgiu por parte dos pacientes.
Segundo Hilton Mancio:
“A atuação desses parceiros foi fundamental para viabilizar uma operação mais eficiente, integrada e alinhada às melhores práticas internacionais”
Outro destaque do projeto é o investimento em tecnologia de ponta fornecida pela Siemens Healthineers, com um modelo estruturado de atualização contínua.

Conforme Mancio:
“A instituição optou por adquirir um pacote tecnológico que garante acesso às evoluções da plataforma ao longo dos próximos cinco anos. Isso significa que, além de iniciar a operação com equipamentos de última geração, o Tacchini Medical Center permanecerá atualizado de forma sistemática, incorporando inovações sem necessidade de reinvestimentos pontuais de grande porte.”

A estratégia assegura maior longevidade tecnológica, previsibilidade de custos e manutenção de um padrão elevado de qualidade diagnóstica e assistencial ao longo do tempo. O equipamento em questão é a moderna tomografia computadorizada Siemens Somation Drive 256 canais – dual source, com inteligência artificial (foto abaixo).

Síntese estratégica
A iniciativa consolida um modelo baseado em:
Centralidade no paciente
Digitalização da jornada
Integração entre assistência e financiamento
Foco em eficiência e resolutividade
Como resume o executivo:
“Nós precisamos facilitar o acesso e entregar valor real para o cliente.”
Governança, continuidade e visão de longo prazo marcam estratégia do Tacchini
Durante a inauguração do Tacchini Medical Center, o presidente do Conselho, Leonardo Giordani, reforçou que o novo empreendimento é resultado direto de um modelo de governança baseado em continuidade e visão estratégica de longo prazo — fatores que, segundo ele, sustentam a trajetória centenária da instituição.
“O Tacchini tem mais de 100 anos, e o Conselho é o garantidor dessa continuidade. Ele reúne experiência, com a presença de ex-presidentes, o que traz história, conhecimento e consistência nas decisões.”

Presidente do Conselho, Leonardo Giordani.
Giordani ressaltou que o projeto inaugurado não é uma iniciativa recente, mas sim a materialização de um planejamento estruturado ao longo de diferentes gestões, atualizado constantemente ao longo do tempo e levando em conta as transformações da sociedade do mercado da saúde.
“Esse é um projeto que nasceu há cinco presidentes. Foi respeitado ao longo do tempo e executado agora. Isso mostra que não trabalhamos com rupturas, mas com evolução consistente.”
Segundo ele, esse modelo evita decisões de curto prazo e garante maior previsibilidade estratégica:
“Nós não entramos em aventuras. Todas as ações são muito bem avaliadas. Isso nos dá segurança para projetar o futuro e garantir a sustentabilidade da instituição.”

Tecnologia e experiência reposicionam o atendimento regional
Giordani também destacou o papel do novo centro na transformação do padrão de atendimento em saúde no interior, combinando tecnologia avançada, digitalização e novos fluxos de acesso.
“O Tacchini está mudando o paradigma da saúde no interior, com tecnologia, novos exames e uma jornada muito mais ágil para o paciente.”
Entre os diferenciais, ele enfatizou a digitalização completa do atendimento:
“O check-in será totalmente automatizado, sem papel. É uma mudança cultural, mas representa o futuro e traz mais segurança e eficiência.”
A instituição também investiu em equipamentos de última geração, com atualização contínua, como do caso da tomografia da Siemens:
“Estamos operando com tecnologia de ponta e com um pacote de atualização que nos mantém, pelos próximos cinco anos, sempre no nível mais atual.”
Atração de pacientes e fortalecimento regional
Na avaliação do presidente do Conselho, o novo posicionamento deve ampliar a área de influência do hospital, atraindo pacientes de outras regiões.
“Acreditamos que vamos atrair não só os nossos clientes, mas pacientes de todo o Estado e do Brasil, pela experiência diferenciada que estamos entregando.”
Ele também destaca o potencial da cidade como ativo complementar:
“Bento Gonçalves oferece uma estrutura diferenciada. Isso agrega valor à experiência do paciente, inclusive para quem vem de fora. Temos um potencial gigantesco para impulsionar o turismo médico.”
Parceria com o corpo clínico como pilar do modelo
Outro ponto relevante é a integração com os médicos, considerada essencial para maximizar o uso da nova estrutura.
“O médico precisa ter à disposição o melhor equipamento para entregar o melhor resultado ao paciente. Essa parceria é fundamental. Queremos que médicos daqui e de outros municípios tenham esta percepção bem clara de tudo o que oferecemos aqui.”

Conselho diverso e foco comunitário
Giordani reforçou ainda o caráter comunitário da instituição e o papel do Conselho como representante de diferentes setores da economia.
“O Conselho é formado por lideranças de diferentes áreas — indústria, comércio, serviços — e todos contribuem com suas experiências.”
Esse modelo amplia a capacidade de decisão e fortalece a gestão:
“Essa diversidade de visões torna o Conselho mais forte e, consequentemente, fortalece o hospital.”

Compromisso com o futuro
Por fim, Leonardo Giordani destacou que a combinação entre governança sólida, investimento contínuo e foco no paciente cria as bases para a longevidade da instituição. Ele também destacou:
“Somos um hospital comunitário que também atende SUS, mais de 60% do nosso atendimento é de pacientes da saúde pública.”
“Nosso objetivo é garantir a continuidade desse trabalho e preparar o Tacchini Saúde para os próximos 100 anos”, finalizou.
Início gradual
A operação do novo espaço deve ocorrer de forma gradual. Nos próximos dias, as equipes estarão concentradas na ativação completa das estruturas, com testes operacionais envolvendo tecnologias, fluxos de atendimento e integração dos times médicos. A expectativa é de que as agendas sejam liberadas ao público a partir de abril, marcando o início efetivo dos atendimentos.




