Pfizer e Allergan concluem acordo de fusão de US$ 160 bilhões
A segunda maior fusão da história, une as farmacêuticas de Viagra e Botox
Uma fusão entre grandes multinacionais está criando a maior farmacêutica do mundo em vendas. A Pfizer, fabricante do Viagra, firmou no dia 23 de novembro um acordo para a compra da Allergan, criadora do Botox, em uma transação avaliada em cerca de US$ 160 bilhões.
Trata-se do maior acordo na história do setor de cuidados com a saúde. A empresa resultante da fusão mudará sua sede, um dos principais nomes das corporações dos EUA, para um país estrangeiro, possivelmente a Irlanda. Acordos como esse permitem que uma companhia norte-americana se mude para o exterior e com isso pague impostos menores em outro país. Isso permitirá que a Pfizer (com sede em Nova York) transfira sua sede legal para a Irlanda em uma chamada “inversão”, o que deve reduzir o volume de pagamentos de tributos.
A taxa de impostos da Pfizer está em 25%, a maior entre as principais empresas do setor, segundo a empresa de assessoria de investimentos, Evercore ISI. Com o negócio com a Allergan, essa taxa deverá cair para cerca de 20%, estimam os analistas. A Allergan paga em torno de 15% atualmente.
As empresas disseram que a nova companhia terá o nome de Pfizer PLC e será negociada na bolsa sob o símbolo PFE, símbolo usado atualmente pela Pfizer na New York Stock Exchange (Nyse). Conforme os termos do acordo, as companhias trocarão 11,3 ações da Pfizer por cada ação da Allergan. O negócio envolve ainda entre US$ 6 bilhões e US$ 12 bilhões em dinheiro.
O principal executivo da Pfizer, Ian Read, será o presidente-executivo da empresa conjunta. O presidente-executivo da Allergan, Brent Saunders, terá uma função sênior e focado em operações e na integração.
Conheça as maiores operações de fusão ou aquisição da história, segundo a empresa Dealogic:
1) Mannesman e Vodafone, US$ 171,9 bilhões, novembro de 1999
2) Allergan e Pfizer, US$ 160 bilhões, novembro de 2015
3) Verizon Wirelles e Verizon Communications, US$ 130 bilhões, setembro de 2013
4) SABMiller e AB Inbev, US$ 148 bilhões, outubro de 2015
5) Time Warner e America Online, US$ 112 bilhões, janeiro de 2000
6) Warner-Lambert e Pfizer, US$ 111 bilhões, novembro de 1999
7) Philip Morris e acionistas, US$ 111 bilhões, janeiro de 2008
8) BellSouth e AT&T, 101 bilhões, março de 2006
9) ABN Amro, Royal Bank of Scotland, Fortis Bank e Santander, US$ 95 bilhões, abril de 2007
10) Mobil e Exxon, US$ 85 bilhões, dezembro de 1998