Pesquisa mostra que exame específico pode diminuir necessidade de quimioterapia
O exame possibilita uma melhor identificação e classificação do tipo de risco do paciente
Um estudo recentemente publicado na edição online do The International Journal of Cancer comprovou que o teste de câncer de mama MammaPrint pode reduzir consideravelmente o número de mulheres que precisam se submeter à quimioterapia para tratar da doença. O MammaPrint é um ensaio de 70 genes de câncer de mama realizado em ambos os tecidos de tumor, desenvolvida por Agendia, uma empresa que promove pesquisas e desenvolve produtos de diagnóstico do câncer.
As pesquisas foram realizadas em 16 clínicas comunitárias na Holanda, e está baseado em resultados de 427 pacientes com câncer de mama. O estudo apresentou o teste genômico, que analisa 70 genes chave e determina com precisão quais são as pacientes de baixo risco de recorrência do câncer de mama, podendo, portanto, escolher com maior segurança quais pacientes não precisam se submeter à quimioterapia.
Das 219 pacientes que foram determinadas como de “baixo risco”, com base no teste, 85% optaram por não fazer quimioterapia. Dessas pacientes, 97% estavam livres da doença após cinco anos. Das 208 pacientes que foram determinadas como de “alto risco”, 81% escolheram a quimioterapia e 91% estavam livres da doença após cinco anos.
O estudo mostrou que o MammaPrint identificou 30% mais pacientes de “baixo risco” do que os parâmetros clínicos tradicionais, tais como: tamanho do tumor, grau, idade da paciente e status do gânglio linfático, que são frequentemente utilizados nos EUA para determinar o risco de recorrência.
O responsável pelo estudo confirmou que o MammaPrint subdividiu corretamente as pacientes em categorias de baixo risco e de alto risco com base no prognóstico de uma recorrência da doença. De acordo com o teste, quem foi diagnosticado como “baixo risco” pode optar por não fazer a quimioterapia e ainda ter excelentes resultados.
Os resultados do estudo por análise, conhecido pela sigla RASTER , é considerado único pelos seus coautores, porque é o primeiro, e até agora, único estudo a avaliar em perspectiva o desempenho de um teste genômico de câncer de mama, utilizando dados de resultados – neste caso, através do acompanhamento de amostras de pacientes por cinco anos.