Obras do Hospital de Clínicas estão com cronograma em dia
Instituição também comemora economia nos gastos
A obra de expansão do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), que vai ampliar a área física da instituição em cerca de 70%, completou um ano. Dentro do prazo estabelecido, o trabalho liderado pelo engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva tem 17% do cronograma realizado. Para apresentar os avanços, a instituição convocou coletiva de imprensa na manhã de 3 de julho, oportunidade em que o Portal Setor Saúde esteve presente.
A conclusão dos novos prédios, denominados Anexo I e Anexo II, está prevista para novembro de 2017. A ampliação permitirá o aumento ou a remodelagem de diversas áreas e a reorganização do fluxo de pacientes, conforme destacou o presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), médico Amarilio Vieira de Macedo. “Depois de vários estudos minuciosos, pensamos de que forma poderia acontecer a ampliação, olhando, em especial, para o paciente e seu fluxo de atendimento. Quando foi construído, há mais de 40 anos, o hospital tinha uma demanda muito diferente da que tem hoje, por isso, a necessidade da expansão”.

Amarilio Vieira de Macedo e Fernando Martins Pereira da Silva
As obras vão aumentar a capacidade de internação, mas essa não é a ênfase. A estrutura foca em internações rápidas. O presidente lembra que, dos pacientes que dão entrada no Clínicas atualmente, “70% são situações que se resolvem em centros de atendimento. Hoje está tudo misturado, o que gera um engarrafamento nas emergências”. O prof. Amarílio diz, ainda, que “a capacidade de atendimento vai triplicar”, mas é importante pensar na situação macro da saúde gaúcha, com a rede de serviço de saúde trabalhando de forma homogênea. “Se não pensarmos nisso, vamos apenas aumentar o número de pacientes internados aqui”. Sobre o aumento no quadro profissional do HCPA “não fica em menos de 600 as novas vagas. Atualmente, contamos com quase seis mil funcionários”.
O custo total, inicialmente, seria de R$ 408.940.600,00, com recursos oriundos do Ministério da Educação. Com a Lei de Desoneração Fiscal da Folha de Pagamento (12.546/11), houve uma redução no valor da obra para R$ 397.338.355,47 – uma economia de cerca de R$ 11 milhões. Por ser um hospital universitário vinculado academicamente à Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), também haverá melhorias nos espaços de ensino. “É através de pesquisas e novas patentes que vamos devolver esse investimento”, ressalta o presidente do HCPA. Neste primeiro ano de obras, foram gastos R$ 67.644.496,30.
O Anexo I, com 53.981,65 m², será composto de sete pavimentos e dois subsolos e o Anexo II, com 30.118,10 m², terá seis pavimentos e dois subsolos. Do ponto de vista técnico, o planejamento da obra procurou englobar diferentes aspectos. “Procuramos soluções pouco ortodoxas que contemplassem a complexidade do projeto e que possibilitaram que a obra fosse realizada em um período mais curto e com segurança, além de buscarmos medidas que reduzissem ao máximo o impacto na região do entorno”, observou o engenheiro Fernando Martins Pereira da Silva. Foram concluídas e executadas as fases de escavação, execução das fundações e paredes diafragma, além da realização da contenção do solo com tirantes em todo o perímetro da obra, para suportar a estrutura dos novos prédios. Veja fotos e dados da obra abaixo:

Concluídas e executadas as fases de escavação, execução das fundações e paredes diafragma, além da realização da contenção do solo.
DADOS DA OBRA NO HCPA
Expansão dos Anexos I e II
- Emergência – De 1.700m² para 5.159m²
- Bloco Cirúrgico/Centro Cirúrgico Ambulatorial – De 28 para 41 salas
- Centro de Tratamento Intensivo – De 54 para 110 leitos
- Hemodinâmica – De 3 para 4 salas
- Recuperação Pós-anestésica – De 22 leitos para 90 leitos + 60 poltronas de recuperação
- Diálise – De 19 poltronas para 34 leitos para adultos + 2 pediátricos
- Hospital dia – De 6 poltronas para 16 leitos para adultos + 4 pediátricos
- Endoscopia – De 5 para 10 leitos
- Fisiatria – Ampliação do ginásio
- Infraestrutura para ensino e eventos – Novos auditórios, salas de aulas e de estudos
- Recepção e registro de pacientes ambulatoriais – Instalações, ampliadas, modernizadas e humanizadas
- Estacionamentos – 722 novas vagas cobertas
- 1,3 mil toneladas de aço consumidas
- 13 mil m³ de concreto utilizados (1,4 mil caminhões)
- 142 mil m³ de solo escavados
- 700 estacas executadas para a consolidação da fundação dos edifícios.
- 17 edificações provisórias instaladas no canteiro de obras, para dar suporte aos trabalhadores e à gestão do projeto
- 310 trabalhadores