Mapa em tempo real demonstra situação do novo coronavírus pelo mundo
China já registra mais de 6 mil casos e 132 mortes. No Brasil, apenas casos suspeitos
O novo coronavírus está gerando preocupação pelo mundo. Até a publicação desta matéria, já estavam registrados 6.172 casos e 132 mortes pela doença (todas as mortes ocorreram na China, onde o surto teve origem). Somente na China, são 6.070 casos confirmados. O coronavírus também está confirmado nos seguintes países: Tailândia (14 casos); Hong Kong (8); Taiwan (8); Japão (7); Macau (7); Malásia (7); Singapura (7); Austrália (5); Estados Unidos (5); França (4); Alemanha (4); Coréia do Sul (4); Canadá (2); Vietnã (2); Camboja (1); Nepal (1); e Sri Lanka (1).
Para acompanhar em tempo real os números confirmados pelo mundo, o Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins (EUA) desenvolveu um site de monitoramento da propagação do coronavírus em todos os países do mundo. O site apresenta um gráfico com dados em tempo real, tendo como fonte os números fornecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e de centros de controle da doença de diferentes países.
Site da Johns Hopkins “Tracking the Wuhan Coronavirus”
Viagens suspensas para a China
De acordo com o site da CNN (EUA), as companhias aéreas com sede na América do Norte, Europa e Ásia estão cancelando voos para a China, já que as autoridades buscam conter a disseminação do coronavírus Wuhan.
A British Airways, a United Airlines, a Air Asia, a Cathay Pacific, a Air India e a Finnair anunciaram planos para reduzir o número de vôos que estão operando para a China ou parar de voar para o país. Outras companhias aéreas estão oferecendo reembolso aos clientes em voos para a China.
Em Wuhan, novo hospital está sendo construído em tempo recorde
Em Wuham, epicentro da epidemia, os hospitais estão sobrecarregados com o fluxo de pacientes afetados pela pneumonia. Para suprir a grande demanda na cidade, estão sendo construídos hospitais que serão exclusivos para o tratamento de pessoas infectadas pelo coronavírus.
De acordo com as autoridades chinesas, a construção do primeiro hospital começou no dia 24 de janeiro, com conclusão prevista para 3 de fevereiro, e terá uma área de 25 mil m². De acordo com a Xinhua, agência oficial de notícias do governo chinês, o hospital foi planejado para acomodar mil leitos. Um segundo hospital, também com mil leitos, será construído dentro de duas semanas.
O andamento das obras pode ser conferido, em tempo real, por meio deste link ou aqui.
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Primeiro alerta ainda em 2019
No dia 31 de dezembro de 2019, a OMS emitiu o primeiro alerta para a doença, depois que autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan, metrópole chinesa com 11 milhões de habitantes, sétima maior cidade da China.
Brasil
Na terça-feira (28), o Ministério da Saúde confirmou três casos suspeitos do coronavírus, em Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Entretanto, o caso gaúcho, na cidade de São Leopoldo, foi descartado pela prefeitura da cidade, na quarta-feira (29), mas um novo caso, em Novo Hamburgo, de um homem vindo de Hong Kong, passou a ser monitorado também na quarta-feira (29). Até o momento, não há nenhuma confirmação da doença no país.
O Ministério da Saúde orienta que viagens para a China devem ser realizadas apenas em casos de extrema necessidade.
Coronavírus
O novo vírus é apontado como uma variação da família coronavírus. Os primeiros coronavírus foram identificados em meados da década de 1960, de acordo com o Ministério da Saúde.
A variação que está infectando diversas pessoas na China e em outros 12 países é conhecida tecnicamente como 2019-nCoV. Os primeiros casos foram registrados na cidade de Wuhan. A primeira morte pela doença foi confirmada no início de janeiro.
Ainda não se sabe como se deu a primeira transmissão para humanos, mas a suspeita é que foi por algum animal silvestre – uma pesquisa de cientistas chineses diz que a hipótese mais provável é que o animal seja uma cobra.
O vírus pode ser transmitido de pessoa para pessoa. Foram identificados sintomas como febre, tosse, dificuldade em respirar e falta de ar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, insuficiência renal e síndrome respiratória aguda grave.
Para prevenção da doença, a OMS recomenda higienização das mãos, cobrir a boca e o nariz ao espirrar e cozinhar bem carnes e ovos. A doença ainda não possui vacina. A estimativa é de que sejam precisos ao menos, 3 meses para que os pesquisadores consigam obter uma opção de prevenção.