Israelenses criam cápsula para tratar constipação
Tratamento é nova alternativa para resolver problema que atinge 20% da população
A constipação, problema que afeta cerca de 20% da população, pode começar a ser tratada com um moderno dispositivo. Uma cápsula oral programada para vibrar quando chega ao cólon, pode trazer alívio para pessoas que sofrem de prisão de ventre. A afirmação vem de pesquisadores israelenses do Tel-Aviv Sourasky Medical Center, que apresentaram o tratamento após pesquisa com 26 pacientes.
As pessoas estudadas sofriam de constipação idiopática crônica (CIC) ou constipação-predominante (IBS-C). Durante a pesquisa, todas ingeriram as cápsulas duas vezes por semana, e apresentaram o dobro de evacuações. Uma média considerada normal por gastroenterologistas é de três vezes por semana. Dois pacientes queixaram-se de dor abdominal, que terminaram espontaneamente durante a pesquisa.
A cápsula, que mede em torno de 2cm, abriga um motor em miniatura que começa a vibrar de seis a oito horas após a ingestão, pulsando três vezes por minuto. O material é desenvolvido com materiais biocompatíveis, incluindo um mini-programador que faz a vibração cerca de seis a oito horas após a ingestão. A vibração gera contrações que melhoram o trânsito intestinal.
Para realizar o tratamento, primeiro o paciente precisa distinguir se o caso é de constipação terminal, definida pela dificuldade de movimentos intestinais, prisão de ventre ou trânsito lento, que se caracteriza por uma progressão devagar da digestão
No primeiro caso, a opção terapêutica depende principalmente de fisioterapia ou terapia psicológica. No segundo, é preciso garantir que a pessoa consuma quantidade suficiente de fibras, como cereais integrais, frutas e legumes. No entanto a alta ingestão de fibras pode, gerar irritação e desconforto abdominal. Se as medidas nutricionais não surtirem efeito, o gastroenterologista pode prescrever um tratamentos mais especializado. O uso de laxantes sem receita médica não deve ser feito diariamente, mas pode ser consumido com segurança entre duas a três vezes por semana.