Mundo | 2 de julho de 2013

Estresse dobra as chances de ataque cardíaco

Estudo realizado na Europa mostra que a correria do dia a dia aumenta o risco de problemas no coração
Estresse dobra as chances de ataque cardíaco

O mundo contemporâneo, cheio de imediatismo e exigências, tem gerado uma população cada vez mais estressada. Preocupação crescente entre médicos, o estresse crônico – considerado a doença do século XXI –, traz perigosos efeitos adversos, de acordo com um estudo realizado na Europa. O resultado, publicado no European Heart Journal, revela que há uma relação próxima com ataques do coração.

O Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica (INSERM), da França, em parceria com cientistas britânicos e finlandeses, acompanhou 7.268 funcionários públicos ingleses durante 15 anos. Cada um deveria falar sobre o impacto que o estresse diária teve em sua saúde – dividindo entre muito, médio ou pouco.

Os 8% dos voluntários que se consideram “muito” ou “extremamente” afetados tinham 2,12 vezes mais probabilidade de ter um ataque cardíaco em comparação com aqueles que não sentem efeitos colaterais, mesmo se forem excluídos outros fatores de risco para o surgimento de problemas cardíacos, como hipertensão ou diabetes. O grupo de maior risco é composto por mulheres, que não vivem com um parceiro fixo, fumantes, que raramente comem frutas e verduras e que realizavam pouca atividade física.

O chefe da equipe do INSERM que realizou a pesquisa, Hermann Nabi, ressaltou para o jornal francês Le Figaro que, embora a taxa de 8% possa parecer pequena, “as queixas dos pacientes em relação ao estresse não devem ser ignoradas pelos profissionais de saúde”, comentou. Ele destaca que as pessoas só notam os efeitos negativos quando se defrontam com uma situação perigosa, se são hipocondríacos e/ou estão ansiosos quanto a sua saúde. A recomendação, na visão do dr. Nabi, é um bordão antigo e sempre válido: “É melhor prevenir do que remediar”.

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