Estatísticas e Análises, Gestão e Qualidade | 4 de março de 2013

Até 2030 número de casos de câncer vai crescer 75%

Dado foi divulgado em encontro promovido pelo Instituto do Câncer Mãe de Deus nesta sexta-feira, 1º
Ate 2030 numero de casos de cancer vai crescer 75

O Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, de Porto Alegre, realizou nesta sexta-feira, 1o de março, o I Encontro de Jornalismo para tratar sobre os avanços em tratamentos e tecnologias médicas. Em uma iniciativa inédita no Estado, o evento reuniu profissionais de várias regiões do país que assistiram palestras sobre o futuro da oncologia no Brasil, tratamentos inovadores, perspectivas de saúde pública, pesquisas clínicas, além de realizarem uma visita técnica ao setor de oncologia do Hospital Mãe de Deus.

Segundo o pesquisador e oncologista do Instituto do Câncer Mãe de Deus, Dr. Stephen Stefani, os avanços da medicina nos últimos 15 anos foram muito grandes, mas no tratamento do câncer foram ainda maiores. “Mas ainda é a segunda maior causa de morte no Brasil e só perde para o conjunto de doenças cardiovasculares”, revelou o médico.

Até 2030, os médicos estimam que haverá um crescimento de 75% nos casos de câncer em todo o mundo. Fatores demográficos, estilo de vida, tabagismo, consumo de álcool, dieta inadequada, falta de atividade física, são as principais causas para esse aumento no número de pessoas que terão a doença, principalmente nos países em desenvolvimento.

Além do crescente número de casos de câncer no mundo todo, há também a questão da definição das políticas públicas de saúde relacionadas ao tratamento do câncer no Brasil. Para o Dr. Stefani, a realidade brasileira é muito cruel em relação aos investimentos feitos pelo setor público e pela saúde suplementar. Um exemplo disso é que a média mundial é de seis aparelhos de ressonância magnética para cada um milhão de habitantes. No Brasil, os números são divididos entre 17 aparelhos para cada um milhão para os usuários de planos de saúde, enquanto na rede pública esse número cai para 2,5 para cada um milhão.

“Precisamos definir qual rumo que o Brasil vai tomar em relação ao tratamento do câncer. É claro que os médicos tem responsabilidade de praticar assistência médica efetiva e eficiente e usar os recursos de forma responsável. O atendimento precisa ser parcimonioso, mas os recursos precisam ser repensados. Não podemos investir todos os recursos em um único paciente e deixar os seguintes sem o tratamento adequado”, afirmou o Dr. Stefani.

Instituto do Câncer Mãe de Deus

O Superintendente Executivo do Hospital Mãe de Deus (HMD), Alceu Alves da Silva, que fez a abertura do evento, ressaltou a importância da realização do encontro para disseminar informações sobre os avanços do tratamento do câncer entre a população.

“Muitas vezes os médicos se reúnem para discutir essas questões entre si e as novidades acabam ficando entre eles, sendo pouco compartilhadas com a sociedade”, comentou Alceu.

Desde 1999, o HMD começou investir em câncer e, segundo o Superintendente Executivo, hoje é a maior área do hospital e investe fortemente em pesquisa. “Temos uma grande equipe com profissionais competentes que estão constantemente pesquisando, sempre em contato direto com o que há de mais moderno do ponto de vista tecnológico e do conhecimento médico em todo o mundo”, afirmou Alceu.

 

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